Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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RelaçõEs Cordiais
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Jornalismo e notícias falsas: relações cordiais. O tema é ótimo e a abordagem original. O surgimento, as causas e os efeitos das notícias falsas na vida de cada dia tanto dos indivíduos como da sociedade são as questões explicadas neste livro. Os primeiros estudos sobre notícias falsas surgiram na Alemanha do século XVII. Duzentos anos depois de ter Johannes Gutenberg inventado a tipografia, a leitura se tornou parte essencial e indispensável da vida das pessoas a ponto de ser considerada um “vício” por aqueles que se espaventam com as novas tecnologias. O desespero diante do “vício da leitura” se justificava na época porque os “novos jornais” espalhavam muitas notícias falsas. Então, o combate ao jornalismo nascente tornou-se intenso e as notícias falsas por eles divulgadas eram consideradas pelos teólogos da época um grave pecado contra Deus, contra o Estado e contra o próximo. Os juristas não hesitavam em propor a pena de morte para quem publicasse e para quem distribuísse esses “novos jornais”. O fenômeno pós-Gutenberg ressurge hoje como fenômeno pós-internet, mas intimamente conectado ao seu passado no jornalismo. Eis o que demonstra este livro. Este livro é pioneiro nos estudos das relações entre jornalismo e notícias falsas. A reedição do fenômeno “notícias falsas” por meio do uso das tecnologias digitais provocou uma profunda revisão dos estudos de História, Política, Jornalismo e Comunicação Social. Não se trata de uma apologia ao jornalismo e nem de uma condenação das notícias falsas. Trata-se de uma crítica ao jornalismo por se agarrar a três substantivos – objetividade, neutralidade e imparcialidade – e usá-los para enganar-se a si mesmo e aos leitores. A triste realidade é que a notícia falsa é filha legítima do Jornalismo, da História, da Política e da Comunicação Social, pois estes campos de saber e de atuação na vida cotidiana mentem.
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