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Literatura Brasileira

Jogo da Forca

1ª Edição - 2024168 páginasEditora 34pt
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Sinopse

Rara, rarissima avis entre seus conterrâneos, o poeta alemão Christian Morgenstern (1871-1914) não se deixa capturar facilmente. Autor de versos líricos que fazem pensar em Rilke, batia as asas com desenvoltura também no terreno da sátira e da paródia. Capaz de voos místicos em seus últimos anos de vida e criação, foi com os poemas de humor tão inescapável quanto indefinível das Canções da forca (1905) e de Palmström (1910) que Morgenstern conquistou milhares e milhares de leitores nos saraus artísticos de Berlim e Zurique ou nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Grotescos, filosóficos, brincalhões, fabulares e patibulares ou tudo isso ao mesmo tempo, esses poemas abrem as portas para uma revoada de seres fantásticos, encabeçados pelos paradoxais Von Korf e Palmström, todos eles entregues, com ar de quem não quer nada, a desmantelar a vida adulta e burguesa, começando por sua liga mais essencial: a linguagem. Pois, nas palavras do próprio Morgenstern, “burguesa é, sobretudo, a língua. Desaburguesá-la é a tarefa do futuro”. A fim de trazer o leitor para mais perto do “planeta de Morgenstern”, este Jogo da forca reúne traduções feitas ao longo do século XX por poetas e críticos brasileiros de variada plumagem — da vanguarda à universidade, do jornalismo à filosofia — e constante felicidade verbal, arrematadas por um ensaio de Sebastião Uchoa Leite. Traduções de Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Felipe Fortuna, Montez Magno, Paulo Mendes Campos, Rubens Rodrigues Torres Filho, Roberto Schwarz e Sebastião Uchoa Leite Ensaio de Sebastião Uchoa Leite Projeto gráfico de Raul Loureiro

Sobre Christian

Christian Morgenstern nasceu em Munique, na Alemanha, em 1871. A mãe, Charlotte, falece jovem e tuberculosa em 1880. Em 1881, seu pai, Carl Ernst, casa-se novamente e a família se transfere dois anos depois para Breslau (atual Wroclaw, Polônia), onde, ao fim do liceu, Christian ingressa no curso de Economia. Antes de completar os estudos, porém, abandona a universidade e em 1894 ruma a Berlim. Na capital imperial, inicia-se na vida de freier Schriftsteller, prestando serviços para museus, teatros e editoras, assinando artigos e resenhas e realizando traduções de autores como Ibsen, Hamsun e Strindberg. Nesta época publica também seus primeiros poemas, de sabor tardo-romântico, em jornais e revistas. Ao vivenciar o choque das diferentes correntes artísticas em Berlim, da Jugendstil ao expressionismo e às vanguardas, começa a se formar na sua obra a vertente humorística e fabular que o tornaria conhecido. Em 1895 publica seu primeiro livro, In Phanta’s Schloss (No castelo de Phanta), e em 1897, Horatius travestitus. Em 1905 reúne um conjunto de poemas satíricos breves, de sabor nonsense, que vinha apresentando em saraus e cabarés literários, no livro Galgenlieder (Canções da forca), publicado em 1905 pela editora Bruno Cassirer, estampando na capa um desenho de Karl Walser. O livro teve enorme sucesso, e em 1910 lança Palmström, com poemas protagonizados pelo personagem surgido nas Galgenlieder, e quatro anos depois, Alle Galgenlieder (Todas as canções da forca). Em 1908, durante um dos tratamentos da tuberculose contraída na juventude, conhece Margareta von Gosebruch, enfermeira adepta da Antroposofia de Rudolf Steiner, quando inicia-se uma vertente mística em seus textos. Falece em 1914 no sanatório de Obermais, no Tirol (atual Merano, Itália), aos 42 anos.

Detalhes do livro

Título
Jogo da Forca
Autor
Christian Morgenstern
Editora
Editora 34
Ano
2026
Páginas
168 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786555251760
Edição
1ª Edição - 2024
Formato
Brochura

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