Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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A criação do Centro Internacional Celso Furtado, em 2005, ano posterior a despedida de seu patrono, simboliza a grandeza e a vitalidade de uma das mais notáveis contribuições intelectuais e públicas da história brasileira. Ao completar duas décadas de existência, o Centro reúne, nesta obra, um conjunto de entrevistas com intérpretes do desenvolvimento, publicadas ao longo dos anos nos Cadernos do Desenvolvimento, revista científica da instituição. Foi com profunda honra que conduzi, ao lado de Rosa Freire d’Aguiar, grande parte dessas conversas, que considero expressão do que há de mais vigoroso e inovador no pensamento latino-americano sobre o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural. Mais do que uma celebração, esta publicação é um convite a seguir pensando criticamente o desenvolvimento, como sempre fez Celso Furtado, com coragem intelectual, compromisso público e esperança no futuro. – Carmem Feijó Professora Titular de Economia da Universidade Federal Fluminense
Rosa Maria Freire d'Aguiar Furtado, mais conhecida como Rosa Freire d'Aguiar (Rio de Janeiro, 28 de agosto de 1948), é uma jornalista, editora e tradutora brasileira. Carreira Em 1971, formou-se em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio. Entre 1971 e 1973 foi repórter e redatora das revistas Manchete (disponibilizada integralmente na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional), Fatos&Fotos e a Enciclopédia Bloch da Bloch Editores, no Rio de Janeiro. Em 1973, mudou-se para Paris, onde trabalhou por três anos como correspondente internacional na sucursal francesa do grupo de Adolpho Bloch. Entre 1977 e 1985, ainda em Paris, foi correspondente da revista Isto É e também do Jornal da República e colaboradora da revista ArteHoje. Realizou um grande número de reportagens especiais na Europa, no Oriente Médio e na China. Entre elas, cobriu a redemocratização da Espanha, desde a morte de Francisco Franco, de 1975 até 1985; o exílio do Ayatolá Khomeiny e a Revolução Iraniana, 1979-1980; o processo da Camarilha dos Quatro, em Pequim, em 1980; a devolução do Deserto do Sinai ao Egito, em 1982; a Guerra do Líbano, em 1982; o movimento pacifista na Alemanha, em 1983. Rosa Freire d'Aguiar Nascimento 28 de agosto de 1948 (77 anos) Rio de Janeiro Nacionalidade brasileira Cônjuge Celso Furtado Educação Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Principais trabalhos Memória de tradutora Fez também diversas entrevistas com escritores, cientistas sociais e artistas. Das muitas personalidades entrevistadas por Rosa Freire d'Aguiar, destacam-se: Elisabeth Badinter, Ernesto Sabato, Eugène Ionesco, Fernand Braudel, Georges Simenon[1], Jorge Semprún, Julio Cortazar, Norma Bengell, Peter Brook, Roland Barthes, Romain Gary, Rudolf Nureyev, Raymond Aron e Simone Veil. Em 1979, casou-se com o economista Celso Furtado, no exílio desde 1964, que lecionava na Universidade de Sorbonne. Com a redemocratização do Brasil, em 1985, Celso Furtado foi convidado para chefiar a missão brasileira junto à então Comunidade Econômica Europeia (CEE), em Bruxelas. No ano seguinte, o casal voltou para o Brasil e se instalou em Brasília, onde Celso Furtado assumiu o Ministério da Cultura[2][3]. Rosa Freire d'Aguiar deixou o jornalismo e passou a dedicar-se ao mercado editorial. Fez parte do conselho editorial da Editora Paz e Terra até 1990. Para essa editora traduziu seu primeiro livro: "O conde de Gobineau no Brasil", de Georges Raeders. A partir de 1991 até os dias atuais, traduziu e organizou mais de uma centena de livros, sobretudo para a Companhia das Letras e Editora Todavia.[4] Traduziu entre outros autores, Louis-Ferdinand Céline, Italo Calvino, Michel de Montaigne,[5] Claude Lévi-Strauss, Pierre Bourdieu, Marquês de Sade[6], Honoré de Balzac e Marcel Proust. Pelo seu trabalho, recebeu diversos prêmios, entre eles, o da União Latina de Tradução Científica e Técnica, em 2001, pela tradução do livro "O universo, os deuses, os homens", de Jean-Pierre Vernant. Em 2009, recebeu o Prêmio Jabuti na categoria "Tradução de obra literária francês-português" pela tradução do livro "A elegância do ouriço", de Muriel Barbery (51.º Prêmio Jabuti). Em 2019, recebeu o Prêmio Paulo Rónai de Tradução, da Biblioteca Nacional, pelo livro "Bússola", de Mathias Énard.[7] Além destes, recebeu a Menção altamente recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, nas categorias Tradução/Adaptação, pelos livros do selo Cia. das Letrinhas: em 2005 ("O Pequeno Polegar", de Charles Perrault); em 2008, ("Ao sul da África", de Laurence Quentin); em 2009 ("Pequenos contos para crescer", de Mario Urbanet e Albena Ivanovitch-Lair; e "Contos e lendas das mil e uma noites", de Gudule); e, em 2011 ("Às margens do Amazonas", de Laurence Quentin). Como autora, além de inúmeros artigos, publicou o livro "Memória de tradutora", pela editora Escritório do Livro[8], em 2004; e "Sempre Paris – crônica de uma cidade, seus escritores e artistas" (Cia. das Letras, São Paulo, 2023)[9][10] , ganhador do Prêmio Jabuti nas categorias "Livro do Ano" e "Crôn
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