Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
A Força das ConexõEs no Interior de um Apl de Tecnologia
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Interações sinérgicas, spillovers de conhecimento e performance empresarial são estudados sob óticas teóricas diversas. No entanto, não há registros de investigações que tenham observado conjuntamente tais variáveis, principalmente em um lócus específico. Por isso, essa é a principal contribuição deste estudo. A base de uma economia dinâmica, na qual as interações sinérgicas entre os agentes econômicos são imprescindíveis, relaciona-se com as deliberações no tempo atual e os efeitos no porvir. Portanto, há uma relação recíproca e dinâmica entre a empresa e o ambiente no qual ela está inserida. Nessa perspectiva, chama-se à atenção o fato de ser apropriado ter em mente uma noção do comportamento econômico regional. O que se sabe até aqui é que as empresas que inovam apresentam um melhor desempenho econômico-financeiro do que as que não inovam. No entanto, a lista de variáveis representantes do desempenho utilizada é vasta, tal como os fatores que influenciam esta fase do processo de inovação. Por isso, convidamos a uma reflexão sobre a seguinte análise: “o reflexo das interações sinérgicas e dos spillovers de conhecimento na performance das empresas”. O termo sinergia provém do grego synergos e significa que algo só é possível por meio de interações entre diferentes agentes. Neste livro, o nosso entendimento do termo “interações sinérgicas” está relacionado ao resultado superior obtido por meio do contato entre as contribuições individuais de diferentes agentes. A referência para esse entendimento surgiu a partir do artigo intitulado “Synergetic interactions within the pairwise hierarchy of economic linkages sub-systems”. Outros estudos com propósitos semelhantes vieram à tona, alguns poucos brasileiros. Nesse mesmo alinhamento, analisamos as interações sinérgicas e seus desdobramentos entre um grupo de 61 empresas da área de tecnologia da informação e comunicação, organizadas sob a dinâmica de um arranjo produtivo local – APL. No que diz respeito ao termo spillovers, trata-se de diferentes conhecimentos criados em determinada organização ou em atividades conjuntas, que são extravasados de onde foram originados e não seriam possíveis sem, a priori, a existência de um networking que busca a inovação. Os spillovers baseiam-se na existência de fluxos de conhecimento gerados a partir de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que ocorrem no lado de fora da empresa, mas no interior de determinado território (local, regional, nacional). Neste contexto, tem-se a localização geográfica como um dos fatores influenciadores para a existência de spillovers.
Antônio Silva é pós-doutor em Administração pela UNIFEI. É professor e coordenador do curso de Administração e do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Centro Universitário de Itajubá (FEPI).
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