Os melhores livros sobre dinheiro, economia e finanças pessoais
Educação financeira deveria ser matéria escolar. Como não é, estes livros fazem o trabalho, do básico ao avançado, do orçamento doméstico ao mercado global.
A (com)VivêNcia Como PráXis em e para Direitos Humanos
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Fruto de um sonho que se sonha junto. Junto à população em situação de rua e à equipe que faz desse sonho luta diária para lhes retirar da condição de a(bando)nados por meio da oferta de cuidado. Sonho de romper com a exclusão e com a inclusão marginal, com a distribuição desigual da precariedade, com as violências e violações; de ajudar a transformar as vidas que vivenciam a exceção como regra em sujeitos de direitos; de criar, promover e participar de práticas capazes de suscitar condições para a utopia da emancipação. Este livro é o testemunho não só dos resultados de uma pesquisa, mas de sua trajetória e construção pela articulação entre academia e política; entre sonho, reflexão e ação; e entre a denúncia daquilo que desumaniza e o anúncio de inédito-viáveis que permitem a construção de utopias éticas. Sujeito da obra, a população em situação de rua figura como representante do homo sacer, das vidas indignas de luto e, por isso, sujeitas à morte por tanato e necropolíticas que expressam uma organização sociopolítica de exceção. A exceção, paradoxalmente, dá-se no interior de um “Estado de Direitos”. Deixados à própria sorte, ou seria à morte?, este livro reflete sobre o Consultório na Rua como dispositivo de saúde que possui dimensão documentada, explicitada nas normas, decretos e portarias que o orientam, e que visam garantir direitos por meio da oferta do cuidado em saúde, mas com a qual coexiste a história não documentada, em que este dispositivo concretiza-se e ganha vida. Como dispositivo, comporta em seu bojo tanto dimensões instituídas como instituintes; forças mantenedoras da exclusão e violação e forças emancipatórias – e é precisamente sobre essa rede complexa de forças e fluxos que este livro busca lançar alguma luz. Luz que permite vislumbrar que, em face da exclusão, da exceção e de políticas de morte, a (com)vivência com o outro desponta como práxis emancipatória.
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