Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Poema dos Mares
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Inspirado na Odisseia de Homero, Hospitalidade: Poema dos Mares convida o leitor a embarcar por águas simbólicas, onde a hospitalidade emerge como poética e estética do encontro humano. Cada página torna-se um porto entre partidas e chegadas, no qual o gesto de receber o outro se revela como um ato de beleza e compromisso humano. Navegando entre mito e contemporaneidade, a obra recolhe das margens homéricas as virtudes do agir e as faz ressoar em tempos atravessados pelo desencontro. A hospitalidade emerge então não apenas como tema, mas como modo de ser e de conviver, uma poética que desperta a consciência e alarga o horizonte do humano. O mar, símbolo maior do desconhecido e da comunhão, espelha as ambiências da hospitalidade e compõe um cenário no qual o leitor se reconhece, ao mesmo tempo, hóspede e anfitrião. Entre versos e reflexões, a obra propõe uma pedagogia da hospitalidade – a arte de cuidar, escutar e partilhar – convertendo a convivência em experiência educativa. Mais do que um livro, Hospitalidade: Poema dos Mares é um rito de passagem e um chamado a reaprender o gesto de acolher em meio às tormentas da vida moderna. Nele, a palavra converte-se em abrigo, o silêncio em escuta, e o outro se faz presença reveladora. Como Odisseu, cada leitor retorna de sua travessia transformado – não apenas à Ítaca do mundo, mas à Ítaca interior, em que revela o sentido mais profundo da humanidade: acolher e ser acolhido.
Bacharel em Ciências Econômicas e Sociais (Fribourg/Suiça), Filosofia. Docente. Autor de diversas obras nas áreas de turismo, hotelaria e hospitalidade. Vencedor do Prêmio Jabuti.
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