Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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No centenário do primeiro manifesto surrealista, escrito por André Breton, e do nascimento de Alexandre O'Neill, publica-se esta história do surrealismo. Porquê esta história e não outra? Sobre isso, o autor dá-nos uma primeira pista: «Desta História, que escrevi nos últimos meses da Ocupação, a toda a velocidade e com os meios então à minha disposição, vejo, ainda melhor do que dantes, as insuficiências e as fraquezas. Umas foram compensadas, outras reparadas pelos numerosos autores que se interessaram pelo tema depois de mim, e mais tarde pelo próprio André Breton, nos Entretiens que deu na rádio em 1952. Eu tinha a desculpa de ter sido o primeiro. Sem falsa modéstia, creio que esse é igualmente o meu único mérito.» Uma segunda razão está em, muito simplesmente, ter sido esta a obra que Alexandre O’Neill passou a Mário Cesariny, impulsionando a criação do primeiro grupo surrealista português.
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