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Medicina e Saúde

HanseníAse na PráTica ClíNica

1ª Edição - 2022428 páginasEditora dos Editorespt
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Sinopse

É comum ouvirmos frases contraditórias sobre a hanseníase. Alguns até acham que a doença não existe mais. Ao mesmo tempo em que entendemos a hanseníase como uma doença milenar, atrelada a um forte estigma, sabemos também que é uma doença curável. Esta dualidade tem convivido por algumas décadas desde a implantação de um tratamento eficiente através da utilização da poliquimioterapia (PQT) pela Organização Mundial da Saúde. Eventualmente ainda ouvimos ou lemos o termo lepra e seus derivados no Brasil. Às vezes é dito de forma pejorativa e discriminatória por alguns e às vezes por descuido. De qualquer forma ainda estigmatiza muito os pacientes. Milhões de pessoas afetadas pela hanseníase foram curadas com a PQT e as incapacidades relacionadas à doença pareciam estar com os dias contatos. Não obstante o desconhecimento de vários aspectos da sua história natural, a impossibilidade do cultivo dos agentes etiológicos em meios artificiais, e a enorme dificuldade para a elaboração de uma vacina, a confiança na PQT trouxe uma esperança global de um mundo livre de hanseníase. Modelos estatísticos e estudos de tendências nos confortaram com a informação de que a hanseníase desapareceria em algumas décadas. A demasiada esperança na “eliminação” da hanseníase não demorou para mostrar efeitos colaterais: o desinteresse e o desinvestimento. Apesar de incansáveis esforços realizados por grupos de profissionais e da sociedade civil, carecemos de maior interesse da academia em estudar e se dedicar a essa doença negligenciada e que aflige tantas pessoas, de mais apoio e investimentos em pesquisa, desenvolvimento e disponibilização de novas ferramentas que ajudem no diagnóstico precoce, da busca por novos fármacos e de maiores avanços no conhecimento da doença. Após 40 anos de implantação da PQT, vemos um cenário muito diferente daquele que imaginávamos nos tempos da euforia pela “eliminação”, e hoje enfrentamos diversos problemas. De um lado, o número de “casos” de resistência medicamentosa que parecem surgir com mais frequência, o grande número de pessoas com incapacidades no momento do diagnóstico, sendo muitas delas menores de 15 anos de idade; e do outro, o número reduzido de profissionais capacitados para diagnosticar e manejar a doença e suas consequências. Agradecemos imensamente o esforço conjunto dos profissionais de diversas áreas do conhecimento que contribuíram para este projeto que resultou em 26 capítulos sobre o tema hanseníase. Temos a esperança de que este livro auxilie na divulgação do conhecimento e ajude a melhorar o panorama da hanseníase no Brasil e no mundo.

Sobre Marcos

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Dermatologia pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP), Mestrado em Doenças Infecciosas pela UFES, Doutorado em Dermatologia pela UNIFESP, Pós-doutorado na London School of Hygiene & Tropical Medicine no Reino Unido, e Pós-doutorado e Diplôme Universitaire em Techniques Osteo-Arqueologiques na Université de Versailles Saint Quentin en Yvelines, na França. Dermatologista e Hansenologista. Professora Titular do Departamento de Medicina Social e do Programa de Pós--Graduação em Doenças Infecciosas da UFES.

Detalhes do livro

Título
HanseníAse na PráTica ClíNica
Autor
Marcos da Cunha Lopes | Deps Patricia Duarte | Florian Marcos Cesar Virmond
Editora
Editora dos Editores
Ano
2026
Páginas
428 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786586098655
Edição
1ª Edição - 2022
Formato
Brochura

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