Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Morris Cox e Sua Gogmagog Press
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A Coleção Gráfica Particular busca destacar itens especi´ficos da produc¸a~o impressa. Seu crite´rio de selec¸a~o e´ assumidamente desorganizado: valem medalho~es, valem obscuros; antigos ou contempora^neos; passadela por obras amplas ou olhar detido sobre algum detalhe. Ela tambe´m na~o demarca territo´rios nem aponta vertentes. Seu objetivo na~o e´ o de direcionar gostos pra la´ ou pra ca´, mas sim estimular cada um na elaborac¸a~o de seu ca^none gra´fico. O primeiro número da coleção apresenta o trabalho de Morris Cox (1903-1998), editor, poeta, ilustrador e impressor inglês. Ele publicou na sua Gogmagog Press mais de 35 livros com notório esmero estético e experimental. E não só publicou como escreveu, ilustrou, diagramou e imprimiu cada um, usando máquinas e matrizes de impressão construídas por ele. Cox enxergava o processo de impressão como a essência do livro e não apenas uma forma de veicular a expressão de um conteúdo. Gogmagog! Morris Cox e sua Gogmagog Press é o livro nº 27 da Lote 42.
Conhecido por livros de difícil classificação nos quais mistura livremente texto, imagem e design, Gustavo Piqueira já lançou mais de 20 obras, como o “conjunto narrativo de jantar” Lululux (Lote 42), a experiência literária-postal-urbana Valfrido? (Lote 42). À frente de seu estúdio Casa Rex, é um dos mais premiados designers gráficos do país, com mais de 400 prêmios internacionais de design.
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