Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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O filósofo iraniano entrevista, neste livro, aquele que encarna seguramente uma das maiores consciências de nosso fim de século. [...] Um espírito livre e independente, à margem de todo sistema, junto ao qual se combina a exigência ética de um sobrevivente com a preocupação ontológica de um mestre da leitura . Nós somos aqueles que vêm depois; sabemos doravante que um homem pode ler Goethe ou Rilke à noite, desfrutar de trechos de Bach ou de Schubert, e na manhã seguinte, ocupar-se de seu trabalho cotidiano em Auschwitz. Dizer que ele leu sem compreender ou que fez que não ouviu é uma escapatória demasiado fácil. Será por sabermos quais podem ser as consequências para a sociedade e para a literatura, ao passo que de Platão a Mattew Arnold e Alain a esperança baseada na força humanizante da cultura tornou-se quase um dogma, é que todos creem no valor desta energia espiritual inspiradora do comportamento? Além do mais, as instituições que tinham o encargo de promover a civilização e de divulgar os resultados - universidades, artes, publicações - não somente não souberam se opor com eficácia à barbárie política, porém, a glorificaram, com frequência concederam-lhe honras e a cobriram de elogios.
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