Livros essenciais para entender a história do Brasil
Para entender o Brasil de hoje, é preciso conhecer o Brasil de ontem. Uma seleção dos livros de história que mais iluminam nossas raízes, contradições e possibilidades.
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Do mesmo autor de "O Diabo Mesquinho", "Esconde-esconde & Lembra, não vai esquecer?" traz dois contos que desvelam o olhar singular deste expoente do simbolismo russo. Além de lidar com questões como memória, tempo, loucura e contrastes sociais, os textos selecionados denotam o grande embate filosófico de Fiódor Sologub (1863–1927): a realidade mundana, imersa em sombras, destoa do mundo vivo, espontâneo, lúdico e etéreo, normalmente encarnado nas crianças, que como que transcendem da existência terrena. Como escreveu Andrei Biély, Sologub — com um estilo que reúne contrários, “simplicidade e refinamento”, “frio e fogo”, “delicadeza e aspereza” — “declama a morte com a ternura de uma prece”. Diante do desfazimento da vida, da não existência, ele é capaz de “ouvir o silêncio”. (Coleção Mir: edição bilíngue, com áudio em russo disponível.)
Fiódor Sologub (1863-1927) foi um dos expoentes do simbolismo russo, que floresceu no início do século XX. Às vésperas das revoluções de 1905 e 1917, o movimento simbolista, no qual o apuro na linguagem poética se fez tão presente, preparou o advento de novos caminhos estéticos na arte russa, além de ter impulsionado uma grande transformação cultural e filosófica no país. O trabalho de Fiódor Sologub começou a ser publicado em almanaques na década de 1880, mas foi o ano de 1896 que marcou o início de sua carreira, quando três de seus livros foram publicados. Além de poeta, foi dramaturgo e escritor, e teve uma vasta carreira literária. Entre seus romances, constam a trilogia "A lenda criada" (1905-1913) e sua mais conhecida obra em prosa, "O diabo mesquinho" (1892-1902), que, narrando a vida tacanha de um professor de província, consagrou o autor em vida. A figura estranha e esquiva de Fiódor Sologub tornou-se lendária. Muitos escritores e poetas teceram palavras elogiosas sobre sua obra, como Andrei Biély e Evguéni Zamiátin, mas invariavelmente o descreviam como um homem de poucas palavras e ausente, sempre com o pincenê, as pernas cruzadas e os olhos entreabertos. Sem dúvida, um clássico da literatura russa.
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