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A guerra entre o papel e a tela não tem um vencedor único, depende do leitor e do contexto. Conheça os prós e contras de cada formato e como tirar o melhor dos dois.
Coleção CláSsica
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Esta segunda versão da Epopeia de Gilgámesh sai em capa dura, ilustrada e sem as extensas notas e comentários que constam da edição Ele que o abismo viu: epopeia de Gilgámesh , lançada pela Autêntica em 2017. Essa primeira, mais acadêmica, com aparato crítico, continua sendo publicada na Coleção Clássica. Recuperada em tabuinhas de argila, na escrita cuneiforme, em achados que se estendem de 1872 a 2014, a Epopeia de Gilgámesh apresenta várias lacunas. E, nesta edição, Jacyntho Lins Brandão buscou preencher algumas dessas lacunas, trazendo ao leitor o texto de leitura mais fluente. Os textos que narram os feitos de Gilgámesh estão entre os mais antigos registros literários que conhecemos. Escritos em sumério e acádio, eles remontam a mais de quatro mil anos, sendo anteriores a Homero, a Hesíodo e aos textos bíblicos. A versão clássica do poema foi composta, ao que tudo indica, no século XIII a.C., sendo sua autoria atribuída ao sacerdote-exorcista Sin-léqi-unnínni. Neste longo poema, encontramos reflexões profundas sobre o homem e o mundo – além de motivos que aparecerão em narrativas posteriores, como a criação da humanidade a partir de argila e o dilúvio, com a construção de uma arca para salvar homens e animais.
É uma das figuras mais importantes dos Estudos Clássicos no Brasil, é doutor em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Língua e Literatura Grega na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi diretor da Faculdade de Letras da UFMG e vice-reitor da UFMG, além de ter sido sócio fundador da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos. Seus principais trabalhos são na área de literatura, língua e filosofia gregas. Entre os livros que escreveu estão: O fosso de Babel (1997), Antiga Musa: arqueologia da ficção (2005), A invenção do romance (2005) e Em nome da (in)diferença: o mito grego e os apologistas cristãos do segundo século (2014).
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