Como organizar sua biblioteca em casa: dicas práticas para qualquer espaço
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Entre tabuleiros, balcões e fogões: Um estudo sobre a alimentação de rua na cidade de São Paulo (1765-1834) apresenta uma nova abordagem para adentrar a história da cidade de São Paulo e sua urbanização. A alimentação é utilizada como categoria explicativa e objeto de pesquisa em si. Como categoria explicativa ela é capaz não só de dar conta do processo de transformação da cidade, como também de inserir o trabalho em um debate mais amplo da historiografia que, já há algum tempo, vem demonstrando a existência de uma dinâmica socioeconômica para a urbe paulistana desde o período colonial. Já no que diz respeito ao segundo aspecto – enquanto objeto de estudo –, procurou-se mostrar como a alimentação de rua assumiu diferentes significados na cidade de São Paulo. De fonte de subsistência econômica até novos meios para sociabilidade ou mesmo mecanismo de estabelecimento de identidades, a alimentação de rua adquiriu um papel fundamental para penetrarmos no plano do cotidiano da cidade, pois é nele que as transformações das diferentes esferas da vida urbana se concretizavam. Dentro no campo de estudos históricos sobre a alimentação, a obra também traz uma nova perspectiva de análise, já que o beber e o comer fora de casa foram negligenciados pelos historiadores de tempos mais recuados. A despeito da existência de uma grande quantidade de trabalhos que abordam os fornecedores de alimentos, como os vendedores ambulantes, ou mesmo os espaços de consumo surgidos após o século XVIII, foram poucos até agora aqueles que se preocuparam em estudar, de maneira analítica, os significados da alimentação fora do espaço doméstico. Sobre a autora: Rafaela Basso é historiadora do Arquivo Central da UNICAMP, onde é Diretora da área de Gestão e Preservação de Documentos e Informação. É autora do livro A cultura alimentar paulista: uma civilização do milho? 1650-1750 (Alameda, 2015).
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