Os melhores livros de fantasia para entrar de cabeça em outro mundo
Da fantasia épica ao realismo mágico, o gênero tem algo para cada tipo de leitor. Uma seleção dos livros que mais transportam, encantam e viciam, do iniciante ao veterano.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
O filósofo respeitou a tradição política da Inglaterra e comungou no bom senso pragmático do seu povo: não pôs em causa a monarquia nem as prerrogativas da nobreza. Recordemos que nessa tradição pesava muito a Magna Carta, que foi um pacto político não individualista que os barões feudais impuseram ao rei, assim levantando uma barreira eficaz ao movimento absolutista que então despontava por toda a Europa. Entendeu pois o filósofo que o contratante político ou cidadão de pleno direito era, nesse contexto, todo aquele que gozava de uma efetiva independência civil, vivendo sobre si, podendo pagar impostos, e tendo capacidade para servir na guerra e na função pública. E considerou que aquilo que o levava ao contrato social era o propósito de ver defendidas a sua liberdade e a sua fazenda, mais cómoda, justa e eficazmente do que ele próprio o faria, contando só consigo. Desta forma juntou e igualou, num mesmo grupo, a nobreza e a burguesia. Sustentava, apesar disso, o filósofo uma tese revolucionária que, no seu radicalismo, ameaçava solapar o seu compromisso contemporizador que assumirá; segundo ela, a única fonte inicialmente legítima da propriedade privada era o trabalho, que também deveria servir de critério à distribuição da terra. Deste modo condenava implicitamente a ética castrense, que valorizava as virtudes do guerreiro e aceitava as suas prerrogativas, designadamente quanto à apropriação violenta de bens; e afirmava expressamente o primado do novo homem moderno: o burguês esclarecido e operoso, o novo triunfador nos domínios da economia e da cultura. […] O perfil da política moderna que despontava era, porém, polifacetado e dividido por tensões internas: tanto preconizava a tirania das maiorias, exposta à cobiça dos demagogos, como a tirânica eficiência dos tecnocratas, como o terrorismo dos revolucionários igualitaristas, como um liberalismo que sem dúvida melhor expressava e melhor poderia realizar os novos valores sociais. Foi à definição teórica e à apologia desta linha liberal que Locke dedicou a sua vida. E toda a sua obra se subordinou a tal propósito. (Da introdução de Eduardo Abranches Soveral)
Outros livros de John Locke
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Da fantasia épica ao realismo mágico, o gênero tem algo para cada tipo de leitor. Uma seleção dos livros que mais transportam, encantam e viciam, do iniciante ao veterano.
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Para escolas, universidades, autores e editoras