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Cinema e Teatro

Do Lado de Cá

SéRie Internacionalização da Dramaturgia

1ª Edição - 2026Senac - Riopt
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Sinopse

As palavras atravessam oceanos. As histórias, quando verdadeiras, não pedem passaporte, apenas escuta. Esta iniciativa nasce do desejo de abrir portas, janelas e cortinas para que a dramaturgia ultrapasse fronteiras geográficas e simbólicas. Em 2025, esse movimento se volta para o universo francófono, com uma edição especial do Projeto de Internacionalização de Dramaturgias, em comemoração à Temporada França-Brasil 2025, dedicada à dramaturgia francófona, como quem decide olhar mais fundo e mais longe, para além dos centros hegemônicos de criação e difusão.   Esta edição se torna ainda mais especial ao celebrar o apoio do Sesc e do Senac e, mais uma vez, a parceria da Embaixada da França no Brasil e do Institut Français. São alianças que fortalecem o percurso deste projeto, construído aos poucos, com uma antena voltada para o universo.   A internacionalização, aqui, não é apenas uma circulação de textos: é o gesto de traduzir, de escutar com cuidado, de criar pontes entre artistas, contextos e sensibilidades, é permitir que o palco seja espaço de encontro entre diferentes modos de ver e viver o mundo. O Projeto de Internacionalização de Dramaturgias é uma travessia – leva o leitor ou o ouvinte a territórios outros, línguas internas, geografias afetivas, fraturas históricas, reconstruções poéticas.   Mais do que importar dramaturgias, buscamos criar uma escuta ativa, uma correspondência entre mundos. A francofonia que nos interessa é diversa, inquieta, em movimento: carrega consigo os rastros do colonialismo, os gritos da descolonização, as dores da exclusão e a potência criativa da reexistência. Ao trazermos es­sas vozes para o Brasil, e ao propormos sua leitura e encenação, desejamos não apenas traduzir palavras, mas acolher sentidos e tensões que reverberam em nossas próprias realidades.   Que este encontro entre o Brasil e a francofonia — entre corpos, vozes e histórias — possa multiplicar caminhos. Que os palcos se tornem espaços ainda mais plurais, permeáveis, porosos à diver­sidade do mundo. E que, no gesto de traduzir e acolher o outro, possamos sempre nos transformar.

Sobre Dieudonné

Criador da companhia de teatro Les Bruits de la Rue em 1997, em Brazzaville (Congo), onde nasceu, Dieudonné Niangouna também foi cofundador, em 2003, do Festival Mantsina-sur-Scène, evento anual multidisciplinar relacionado às artes cênicas que difunde projetos artísticos audaciosos por toda a cidade, seja em ambientes fechados, seja nas ruas. Como autor, diretor de teatro, ator e pedagogo, foi destaque no Festival d’Avignon, do qual é artista associado, com a peça Attitude clando, em 2007; Les inepties volantes, em 2009; e Shéda, em 2013. Artista prolífico, sua arte hoje é conhecida na Europa, na África e na América Latina. Em 2018, foi convidado pela companhia de teatro Berliner Ensemble para escrever e dirigir um texto. Como resultado, Phantom entrou para o repertório da instituição berlinense. Com textos publicados pelas editoras Les Solitaires Intempestifs e Carnets-Livres, em 2015 recebeu um prêmio literário para estudantes do ensino médio e aprendizes da região de Île-de-France pela peça M’appelle Mohamed Ali. Em 2021, a Académie Française concedeu-lhe o Prix du Jeune Théâtre. Também autor de romances publicados pela L’OEil d’or, foi premiado com o Grand Prix Afrique Avant Garde 2023 por La mise en papa. Nascido em Santa Maria/RS, Renato Farias, branco, antirracista, construiu sua trajetória artística no Rio de Janeiro, onde mora desde 1988. É ator, diretor, apresentador, sanitarista, roteirista e dramaturgo. Mestre em Artes Cênicas pela Unirio e pós-graduado em Saúde Pública pela Fiocruz, África/Brasil: laços e diferenças pela Universidade Castelo Branco e Preparação Corporal nas Artes Cênicas pela Faculdade Angel Vianna, dirige a Companhia de Teatro Íntimo, desde 2005, e o Complexo Negra Palavra, de 2019 até hoje. Além disso, é apresentador do Canal Saúde, da Fiocruz, desde 1995, e foi professor de interpretação na Oficina de Atores da Rede Globo por 17 anos. Por meio dessas experiências, entendeu-se diretor-pedagogo. Flechado pelo amor à poesia, desenvolveu o poema-em-cena, em diálogo com o termo romance-em-cena do diretor Aderbal Freire Filho. Criador da pedagogia da intimidade, é autor dos livros O poema-em-cena e o teatro íntimo: a construção da pedagogia da intimidade, pela Editora Multifoco, e O legado: um diálogo com Caio Fernando Abreu, pela Editora Senac Rio. Thiago Hypolito é artista, ator, comunicador e pesquisador das expressões da cultura popular afro-diaspórica. Cofundador do coletivo Complexo Negra Palavra, integra o elenco da premiada peça Negra palavra: Solano Trindade, contemplada com o Troféu Manuela Pinto Guimarães, em 2020, e com o Prêmio Leda Maria Martins, na categoria Ancestralidade, em 2021. Idealizador do Cena Preta, laboratório de criação para o fomento da cena artística independente e periférica, em 2024 expandiu essa visão ao criar a Galeria Complexo, espaço que promove o intercâmbio sociocultural afro-diaspórico. É também criador e apresentador do podcast Negra Palavra. Durante sua vivência em Paris, ampliou a própria formação artística e aprofundou conexões com as artes em território europeu. Ator das séries Veronika e Arcanjo renegado, Thiago Hypolito é um artista inquieto e admirador da criatividade humana, e segue articulando arte, território e afrofuturismo, com a missão de ressignificar narrativas e ampliar a presença preta nas artes e nos negócios culturais do Brasil e do mundo.

Detalhes do livro

Título
Do Lado de Cá
Autor
Dieudonné Niangouna
Editora
Senac - Rio
Ano
2026
Idioma
PT
ISBN-13
9786598765958
Edição
1ª Edição - 2026
Formato
Brochura

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