Sobre Dieudonné
Criador da companhia de teatro Les Bruits de la Rue em 1997, em Brazzaville (Congo), onde nasceu, Dieudonné Niangouna também foi cofundador, em 2003, do Festival Mantsina-sur-Scène, evento anual multidisciplinar relacionado às artes cênicas que difunde projetos artísticos audaciosos por toda a cidade, seja em ambientes fechados, seja nas ruas.
Como autor, diretor de teatro, ator e pedagogo, foi destaque no Festival d’Avignon, do qual é artista associado, com a peça Attitude clando, em 2007; Les inepties volantes, em 2009; e Shéda, em 2013. Artista prolífico, sua arte hoje é conhecida na Europa, na África e na América Latina. Em 2018, foi convidado pela companhia de teatro Berliner Ensemble para escrever e dirigir um texto. Como resultado, Phantom entrou para o repertório da instituição berlinense.
Com textos publicados pelas editoras Les Solitaires Intempestifs e Carnets-Livres, em 2015 recebeu um prêmio literário para estudantes do ensino médio e aprendizes da região de Île-de-France pela peça M’appelle Mohamed Ali. Em 2021, a Académie Française concedeu-lhe o Prix du Jeune Théâtre. Também autor de romances publicados pela L’OEil d’or, foi premiado com o Grand Prix Afrique Avant Garde 2023 por La mise en papa.
Nascido em Santa Maria/RS, Renato Farias, branco, antirracista, construiu sua trajetória artística no Rio de Janeiro, onde mora desde 1988. É ator, diretor, apresentador, sanitarista, roteirista e dramaturgo.
Mestre em Artes Cênicas pela Unirio e pós-graduado em Saúde Pública pela Fiocruz, África/Brasil: laços e diferenças pela Universidade Castelo Branco e Preparação Corporal nas Artes Cênicas pela Faculdade Angel Vianna, dirige a Companhia de Teatro Íntimo, desde 2005, e o Complexo Negra Palavra, de 2019 até hoje. Além disso, é apresentador do Canal Saúde, da Fiocruz, desde 1995, e foi professor de interpretação na Oficina de Atores da Rede Globo por 17 anos.
Por meio dessas experiências, entendeu-se diretor-pedagogo. Flechado pelo amor à poesia, desenvolveu o poema-em-cena, em diálogo com o termo romance-em-cena do diretor Aderbal Freire Filho. Criador da pedagogia da intimidade, é autor dos livros O poema-em-cena e o teatro íntimo: a construção da pedagogia da intimidade, pela Editora Multifoco, e O legado: um diálogo com Caio Fernando Abreu, pela Editora Senac Rio.
Thiago Hypolito é artista, ator, comunicador e pesquisador das expressões da cultura popular afro-diaspórica. Cofundador do coletivo Complexo Negra Palavra, integra o elenco da premiada peça Negra palavra: Solano Trindade, contemplada com o Troféu Manuela Pinto Guimarães, em 2020, e com o Prêmio Leda Maria Martins, na categoria Ancestralidade, em 2021.
Idealizador do Cena Preta, laboratório de criação para o fomento da cena artística independente e periférica, em 2024 expandiu essa visão ao criar a Galeria Complexo, espaço que promove o intercâmbio sociocultural afro-diaspórico. É também criador e apresentador do podcast Negra Palavra.
Durante sua vivência em Paris, ampliou a própria formação artística e aprofundou conexões com as artes em território europeu. Ator das séries Veronika e Arcanjo renegado, Thiago Hypolito é um artista inquieto e admirador da criatividade humana, e segue articulando arte, território e afrofuturismo, com a missão de ressignificar narrativas e ampliar a presença preta nas artes e nos negócios culturais do Brasil e do mundo.