Pular para o conteúdo
Direito

Direito de Maracangalha - Bem Viver na Experiência Sociojurídica do Quilombo - 2025

1ª Edição - 2025128 páginasJurua Editorapt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

A obra Direito de Maracangalha: Bem Viver na Experiência Sociojurídica do Quilombo, Gilmar Bittencourt Santos Silva, constitui uma reflexão densa e sensível sobre o direito quilombola. O autor, partindo da vivência na Bahia, propõe que o direito é prática, memória, resistência e sabedoria coletiva, expandindo o debate para além do campo jurídico tradicional, em consonância com a luta antidiscriminatória, como a abordada por Adilson José Moreira. A metodologia de grupos focais, conforme a linha de Bernardete Angelina Gatti, permite que a comunidade se narre, revelando a complexidade de um universo jurídico que transcende as categorias formais do Estado. O “Direito de Maracangalha” é o direito nascido da vida comunitária e da ancestralidade, construído “a partir de baixo”, e os quilombos são vistos como projetos civilizatórios alternativos, sustentados na ética do Bem Viver. Essa concepção fundamental se resume na expressão de que “O Direito de Maracangalha é uma teoria da Terra, e não do capital”. A análise histórica mostra que o pós-abolição não significou liberdade material, e a Lei de Terras de 1850 consolidou o racismo estrutural, um contexto que se conecta às análises de Walter Fraga sobre a Bahia. A crítica ao Estado é vigorosa; ele atua como aparelho ideológico para perpetuar o poder, servindo aos interesses do agronegócio, uma leitura que dialoga com o pensamento de Nicos Poulantzas. O Decreto 4.887/2003, embora avanço, é espaço de disputa, como aborda Osvaldo Martins de Oliveira. O autor defende o pluralismo jurídico, que reconhece que comunidades produzem suas próprias normas, aproximando-se de Boaventura de Sousa Santos. A obra critica o desenvolvimento econômico dominante, que se manifesta como novo colonialismo – conforme discutido por Eliane Cantarino O’Dwyer –, e demonstra que a modernização capitalista é acumulação por espoliação. O Bem Viver é a alternativa ética e ecológica, baseada na reciprocidade, que se alinha aos princípios de sustentabilidade de Juarez Freitas e à ética ambiental da Laudato Si do Papa Francisco. O livro propõe que a justiça deve nascer do reconhecimento mútuo e da partilha. A luta quilombola é epistemológica, desafiando o direito civil moderno, pois os quilombolas veem a terra como extensão do corpo e da memória ancestral. O direito, quando nasce do povo, é instrumento de libertação, e o quilombo é uma metáfora de humanidade.

Planeje no seu ritmo

Quanto tempo leva para ler Direito de Maracangalha - Bem Viver na Experiência Sociojurídica do Quilombo - 2025?

Esta edição tem 128 páginas. Escolha uma meta diária possível e ajuste o plano conforme a leitura avançar.

Ritmo tranquilo

13 dias

10 páginas por dia

Ritmo constante

7 dias

20 páginas por dia

Ritmo intenso

5 dias

30 páginas por dia

Detalhes do livro

Título
Direito de Maracangalha - Bem Viver na Experiência Sociojurídica do Quilombo - 2025
Autor
Gilmar Bittencourt Santos Silva
Editora
Jurua Editora
Ano
2025
Páginas
128 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786526320860
Edição
1ª Edição - 2025
Formato
Brochura

Direito

Livros na mesma categoria

Sua vida de leitura

A leitura de Direito de Maracangalha - Bem Viver na Experiência Sociojurídica do Quilombo - 2025 pode continuar na Lireo

A Lireo é uma plataforma para organizar sua estante, registrar páginas e impressões, publicar resenhas e encontrar pessoas que estão lendo os mesmos livros.

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras