Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
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Esta edição integral é ilustrada por fotos, documentos e outros registros inéditos dos diários do acervo do economista Celso Furtado, autor de Formação econômica do Brasil e um dos grandes intérpretes de nossa história. Os Diários intermitentes de Celso Furtado, resgatados integralmente de seus arquivos pessoais, reúnem anotações deixadas por ele ao longo de seis decênios e meio de sua vida, entre 1937 a 2002. Ele não foi um praticante assíduo da arte dos diários, e podia se passar algum tempo sem que fixasse num caderno, numa agenda, numa folha avulsa, o presente mais intensamente vivido. Mas essas notas, embora nem sempre diárias, foram para ele a oportunidade de registrar momentos marcantes e decisivos de sua vida, impressões de viagens a países distantes, a participação na Segunda Guerra Mundial, combates políticos no Nordeste, diálogos com intelectuais e políticos com quem conviveu no Brasil e no exterior, e, por vezes, frustrações e desabafos. Tem-se, aqui, um precioso material inédito que completa as memórias que Celso Furtado deixou e que, sobretudo, mostra uma face desconhecida de um economista e professor que foi, também, protagonista privilegiado da história do Brasil, da América Latina e da Europa na segunda metade do século XX.
CELSO FURTADO nasceu em 1920, em Pombal, Paraíba. Foi por dez anos economista da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal). Criou e dirigiu a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) até 1964. Foi ministro do Planejamento do governo João Goulart e, ao voltar do exílio, ministro da Cultura do governo José Sarney. Por vinte anos foi professor de universidades na Europa e nos Estados Unidos. Escreveu cerca de trinta livros sobre teoria, política e história econômicas, dos quais a Companhia das Letras publicou Formação econômica do Brasil, Criatividade e dependência, A economia latino-americana e Obra autobiográfica. Morreu no Rio de Janeiro, em 2004.
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