Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
1949-2004
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Com cartas de mais de oitenta interlocutores brasileiros e estrangeiros, esta seleção inédita oferece um panorama iluminador do pensamento de Celso Furtado e dos debates intelectuais que movimentaram a segunda metade do século XX. Inclui posfácio de Luiz Felipe de Alencastro. Além dos mais de trinta volumes em que se dedicou a compreender e interpretar a história econômica brasileira, Celso Furtado deixou cerca de 15?mil cartas em seu acervo pessoal. Organizada numa seleção inédita, a correspondência revela não apenas seu dia a dia como professor e pesquisador, mas também um diálogo efervescente de ideias com outras figuras de proa da época, com quem Furtado dividiu reflexões sobre o desenvolvimento do Brasil e da América Latina, afinidades e discordâncias teóricas, e as angústias decorrentes do golpe militar de 1964. Classificadas entre interlocutores brasileiros e estrangeiros, e ora agrupadas em eixos temáticos, as quase trezentas cartas vêm acompanhadas de textos introdutórios e de um rico aparato de notas, que contextualizam os personagens e eventos históricos. O resultado é uma janela singular tanto para a vida e a obra do autor de Formação econômica do Brasil como para as discussões intelectuais que pautaram o mundo pós-Segunda Guerra Mundial. Com correspondências de Albert O. Hirschman, Antonio Callado, Antonio Candido, Bertrand Russell, Caio Prado Jr., Carlos Lacerda, Darcy Ribeiro, Ernesto Sabato, Eugenio Gudin, Fernando Henrique Cardoso, Florestan Fernandes, Francisco de Oliveira, Francisco Weffort, Hélio Jaguaribe, Lina Bo Bardi, Luiz Inácio Lula da Silva, Maria da Conceição Tavares, Nicholas Kaldor, Otto Maria Carpeaux, Plínio de Arruda Sampaio, Raúl Prebisch, Roberto Campos, entre outros.
CELSO FURTADO nasceu em 1920, em Pombal, Paraíba. Foi economista da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), e criou e dirigiu a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Foi ministro do Planejamento do governo João Goulart e, ao voltar do exílio, ministro da Cultura do governo José Sarney. Escreveu cerca de trinta livros sobre teoria, política e história econômicas, dos quais a Companhia das Letras publicou Formação econômica do Brasil, Criatividade e dependência, A economia latino-americana e Obra autobiográfica, além da coletânea Essencial Celso Furtado. Morreu no Rio de Janeiro em 2004.
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