Como acompanhar a leitura dos alunos sem aplicar prova
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Suburbanizacão e Racismo no Rio de Janeiro no Contexto PóS-Emancipação (1901-1920)
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Este livro discute o reordenamento socio-territorial do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, entre fins do século XIX e as primeiras décadas do XX, no bojo do contexto pós-emancipação das pessoas escravizadas e republicano. Submetido a uma divisão político-administrativa que classificava as freguesias (depois distritos) em “urbanas” e “suburbanas”, o Rio de Janeiro desse período, incluindo as suas áreas centrais, era caracterizado por funções e usos rurais. Tais práticas, no entanto, tornaram-se um dos alvos tanto dos Códigos de Posturas, que regulavam e ordenavam o cotidiano, como também da imprensa. Forjados a partir de um ideário higienista, as normas públicas, os posicionamentos dos jornais e as reclamações de parte dos moradores da cidade reivindicavam a intervenção do poder público no controle de atividades vistas como insalubres, tais como o cultivo de capinzais, de hortas e pastos, a edificação de estábulos e de cocheiras. Deste modo, ao limitar e autorizar estas práticas sociais em apenas uma parte do território da cidade, o Estado construía politicamente um processo de suburbanização, buscando concentrar espacialmente usos "sujos" e indesejados. Mas o que era considerado como ameaças à produção de uma urbanidade para as áreas centrais da capital do país, no entanto, não viriam apenas daquelas atividades. O debate político e intelectual que articulou a temática da modernização econômica fundada no trabalho livre imigrante e nas tentativas de industrialização à necessidade de edificação de uma capital “moderna” e burguesa, combateu também os modos de apropriação da cidade da população afrodescendente que, se ao final do século XIX, estava espraiada de maneira mais equilibrada no Rio de Janeiro, em cerca de meio século concentrou-se, sobretudo, nos bairros nascidos das antigas freguesias suburbanas. Este processo de segregação urbana e de criação de redes de solidariedades, diferenças e disputas, no quais a apropriação e ocupação dos territórios do Rio de Janeiro tiveram dimensão fundamental, são discutidos a partir dos subúrbios ferroviários de Madureira e Dona Clara.
Possui graduação em Ciências Sociais (licenciatura e bacharelado) pela Universidade Federal Fluminense (2003 e 2004), mestrado em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (2007) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014). Atualmente é docente do Departamento de Sociologia no Colégio Pedro III, atuando na Educação Básica, no Curso de Especialização em Educação das Relações Étnico-Raciais na Educação Básica (EREREBÁ) e no Curso de Graduação Licenciatura em Ciências Sociais; é também pesquisadora do Laboratório de Antropologia e História do PPGAS/MN/UFRJ. Tem experiência em pesquisa etnográfica e com arquivos. Atua principalmente nos seguintes temas: antropologia das religiões afro-caribenhas, especialmente cosmologia, materialidade e práticas rituais entre imigrantes da República Dominicana em Porto Rico, no Caribe; antropologia da história com foco na produção de políticas urbanas no Rio de Janeiro pós-emancipação e republicano; ensino de Ciências Sociais/Sociologia; ensino de Sociologia das Relações Étnico-Raciais; ensino de Patrimônio Cultural Material e Imaterial da África Negra e sua diáspora.
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