Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Este livro aparece num momento de renascimento das potências criativas, sufocadas nos últimos anos, forçadas a resistir, criando meios respirituais de deixar que a dança das palavras possa seguir a linha de fuga que vai sendo traçada no chão das práticas de escritas dançadas. Aline Bernardi e Lígia Tourinho reuniram um conjunto de textos, de autorias sensíveis a essa experimentação corpoética da escrita como composição cartográfica, de uma paisagem povoada de movimentos pensados antes, durante ou após sua efetividade. A vida escorrendo pela pele das palavras como suor do corpoema vidançante em sua expressividade híbrida. Na dobra das escritas dançadas, o corpo encontra palavras que o comovem e as palavras encon- tram corpos que as lançam no devir de uma linguagem de gestos, movimentos próprios da produção desejante singularizada por essas conjunções. Nessa encruzilhada, os entrelaçamentos de uma poética encharcada de dança criam correspondências entre corpo e palavra — como se as cartas do corpo endereçadas às palavras convocassem suas intensidades mais pulsantes de afetos e impulsos criativos; e como se as cartas da palavra endereçadas ao corpo sugerissem a este movimentos repletos de possibilidades experimentais de expressão singular. A poética das cartas tende a singularizar a produção textual a partir da poética corporal do "Lab Corpo Palavra".
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