Os melhores livros de neurociência para leigos curiosos
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Depois de três casamentos fracassados, a paixão que move Shunsuke é sua profunda misoginia. Seu único prazer é contemplar o sofrimento das mulheres. Quando encontra Yuchi, um jovem homossexual de beleza rara, Shunsuke vê no rapaz o instrumento para sua vingança contra as mulheres, o meio perfeito para lhes causar infinito sofrimento. Cores proibidas , publicado pela primeira vez em 1953, é um dos primeiros romances de Yukio Mishima. A narrativa compõe uma trama de alto teor erótico sobre a repressão do desejo e a proximidade entre pulsão sexual e dissolução de velhas convicções morais na sociedade devastada do Japão pós-Segunda Guerra. No romance, Shunsuke é um velho escritor que, depois de três casamentos fracassados e uma existência dedicada aos exercícios espirituais, encontra na homossexualidade uma nova aspiração existencial. Shunsuke conhece Yuichi, um jovem de beleza frágil e estonteante que se torna seu amante e uma espécie de fantoche para seus planos de vingança contra as mulheres. O enredo encadeia revelação atrás de revelação, provocando no leitor um misto de curiosidade e atordoamento, já que os personagens assumem atitudes contraditórias e comportamentos escorregadios.
Grande admirador das tradições milenares da cultura japonesa, especialmente da conduta virtuosística dos samurais, Yukio Mishima - pseudônimo de Hiraoka Kimitake (1925-1970) - viveu a literatura como se fosse parte indissociável de sua existência. Além de romances, escreveu também poemas, ensaios e peças teatrais. Crítico contumaz da degradação do Japão moderno, permaneceu sempre em luta pela retomada dos valores clássicos do seu país, até cometer o suicídio, em 1970. Sua morte é emblemática de como, para ele, arte e vida não se separavam: depois de rasgar o próprio ventre com um sabre, foi decapitado por um de seus discípulos, de acordo com a tradição samurai.
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