Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Meu lance é poesia reúne a obra poética de Agenor de Miranda Araujo Neto (1958-1990), mais conhecido como Cazuza, com organização de Ramon Nunes Mello. São ao todo 238 poemas, criados entre 1975 e 1989 – dos manuscritos e datiloscritos às famosas canções que marcaram gerações –, entre os quais 27 inéditos encontrados nas pastas de documentos originais do Arquivo Viva Cazuza. Os poemas estão dispostos na ordem cronológica em que foram escritos, proporcionando ao leitor a oportunidade de acompanhar o processo de transformação do poeta e de sua escrita, intimamente ligada à sua trajetória pessoal e profissional. A publicação reúne notas sobre os poemas e depoimentos dos principais parceiros de Cazuza, contextualizando a história da criação dos versos. Além de “Textos críticos” assinados por Eliane Robert Moraes, Italo Moriconi, Silviano Santiago e Augusto Guimaraens Cavalcanti, "Artigos" de Caio Fernando Abreu, Nelson Motta, Karina Buhr e pelo próprio Cazuza (organizado por Ezequiel Neves), e uma seção com principais trabalhos realizados pelo poeta, assim como um caderno de manuscritos e datiloscritos.
Ramon Nunes Mello (Araruama/RJ, 1984) é poeta, escritor e jornalista. Desde 2012, vive com hiv e é ativista de direitos humanos. Mestre em Poesia Brasileira (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, 2017) e doutorando em Ciência da Literatura pela mesma instituição. Autor dos livros Vinis mofados (Língua Geral, 2009), Poemas tirados de notícias de jornal (Móbile, 2011) e Há um mar no fundo de cada sonho (Verso Brasil, 2016). Organizou Escolhas: Uma autobiografia intelectual, de Heloisa Buarque de Hollanda (Língua Geral/Carpe Diem, 2010), Maria Bethânia – Guerreira Guerrilha, de Reynaldo Jardim (Móbile/Debê, 2011, com Marcio Debellian), Tente entender o que tento dizer: Poesia + hiv/aids (Bazar do Tempo, 2018), Ney Matogrosso: Vira-lata de raça – memórias (Tordesilhas, 2018).
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