Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
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Pompeia não é propriamente um autor esquecido, mas a fortuna crítica concentrada em O Ateneu (1888) minimizou a riqueza de sua obra extensa e multifacetada, reduzindo-o à ingrata e equivocada condição de “autor de um livro só”. A rigor, ele produziu muito mais fora do gênero romanesco: crônicas, contos, novelas, ensaios, artigos, caricaturas, desenhos, capas de livro e poemas em prosa são algumas das searas em que se aventurou. Prova disso são as Canções sem metro, obra iniciadora do poema em prosa no Brasil. Raul Pompeia nasceu em Jacuecanga, Angra dos Reis (RJ), em 1863 e suicidou-se no Rio de Janeiro em 1895. Sua posição na literatura brasileira é algo controvertida: uma parcela da crítica considera-o naturalista, mas, a rigor, sua prosa matizada, ricamente sonora e imagética, aproxima-o mais do Impressionismo e do Simbolismo. Além de escritor, foi também inspirado desenhista e capista. É patrono da Cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras.
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