Como ler mais livros: 10 hábitos dos leitores que devoram 50 livros por ano
Ler 50 livros por ano parece impossível? Não para quem adotou os hábitos certos. Descubra as estratégias usadas por leitores vorazes para encaixar mais leitura no dia a dia.
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O japonês Yukio Mishima (1925-1970), considerado um dos mais importantes autores do século XX, viveu apenas 46 anos, quando, após liderar a rendição de um comandante, cometeu suicídio nas dependências do quartel militar de Tóquio, produzindo uma impressionante cena, digna de cinema. Foi quem teve o fim mais espetacular entre os mais notáveis colegas de ofício. Muitos tiraram a própria vida, mas Mishima desejava, antes de tudo, a simbologia da morte heroica. É esse sentimento rebelde e ritualístico que encontramos em seu conto Patriotismo , escrito em 1960 e reconhecido pelos críticos como uma obra-prima mundial. O foco da narrativa está no lado mundano da existência, mesclando beleza, intensidade e paixão. Em acontecimentos que se desenrolam durante três dias, com passagens de cunho autobiográfico, o escritor faz a descrição vívida de um ritual de haraquiri. Com atraente projeto gráfico, este box inclui, além do conto, o volume Quem são Mishimas? , perfil biográfico do autor japonês, escrito pelo especialista Victor Kinjo e enriquecido com uma bela seleção de fotos. Dentre outros aspectos importantes da vida de Mishima, Kinjo narra a temporada em que o autor esteve no Brasil, em São Paulo e no Rio, onde passou o Carnaval de 1952. A festa popular o marcou para sempre, influenciando, inclusive, a sua visão mais íntima da vida, como relata em seu diário de viagem.
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Ritmo tranquilo
13 dias
10 páginas por dia
Ritmo constante
7 dias
20 páginas por dia
Ritmo intenso
5 dias
30 páginas por dia
Yukio Mishima nasceu Kimitake Hiraoka, em Tóquio, em 1925. Escondendo-se do pai, que era contra suas atividades literárias, adotou o pseudônimo aos 16 anos, quando publicou seu livro de estreia Hanazakari no mori (A floresta em pleno esplendor), ainda sem tradução para o português. Ele foi, antes de mais nada, um grande e incansável escritor. Indicado por três vezes ao Prêmio Nobel de Literatura, suas obras completas somam 36 espessos volumes, entre romances, contos, peças de teatro, críticas, traduções e artigos políticos e filosóficos. Com sua produção, explorou de maneira fascinante as temáticas da sexualidade, da morte, da condição humana e sua paixão pelos valores tradicionais da cultura japonesa. Em 1970, seu corpo cultivado pelos ideais de uma masculinidade patriótica, vestido num uniforme militar, deixou a vida de maneira emblemática através do ritual suicida seppuku.
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