Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
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"Pauliceia desvairada", escrito em plena efervescência da Semana de Arte Moderna de 1922, explora as conquistas do modernismo brasileiro, que ajudou a reformular a literatura e as artes visuais no Brasil. "Amar, verbo intransitivo" pertence à chamada primeira fase do movimento, tendo recebido várias críticas por tratar de um assunto polêmico que era vivido pela sociedade em geral, mas não discutido claramente, com críticas sociais e comportamentais. Já "Macunaíma" é considerado um indianismo moderno, escrito sob a ótica cômica: critica o Romantismo utilizando mitos indígenas, lendas e provérbios do povo brasileiro. Por fim, "Contos novos" foi publicado postumamente, em 1947, e narra os relatos da maturidade artística de Mário de Andrade numa coletânea de textos escritos pelo autor ao longo de sua vida. Conheça as inovações, o surreal, as lendas e o essencial de Mário de Andrade, em suas diferentes verves, que se misturam e revelam os mais diversos traços de nossa formação cultural, sendo até hoje, anos depois, lido tanto pela sua qualidade como por sua irreverência e pioneirismo.
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MÁRIO RAUL MORAES DE ANDRADE nasceu em São Paulo, em 9 de outubro de 1893 e faleceu em 25 de fevereiro de 1945. Foi poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, cronista ensaísta e um dos pioneiros da poesia moderna brasileira, com a publicação de seu livro Pauliceia Desvairada, em 1922. Durante sua infância foi considerado um pianista prodígio, tendo sido matriculado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1911. Recebeu educação formal apenas em música, mas foi autodidata em história, arte e, especialmente, poesia. Em 1922, ao mesmo tempo em que preparava a publicação de Pauliceia Desvairada, trabalhou com Malfatti e Oswald de Andrade na organização de um evento que se destinava a divulgar as obras deles a um público mais vasto, a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro. Depois de trabalhar como professor de música e colunista de jornal, ele publicou seu maior romance, Macunaíma, em 1928. No fim de sua vida, tornou-se o diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, formalizando o papel que ele havia desempenhado durante muito tempo como catalisador da modernidade artística na cidade e no país. Andrade morreu em sua residência, em São Paulo, devido a um enfarte do miocárdio, quando tinha 51 anos. Dadas as suas divergências com a ditadura, não houve qualquer reação.
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