O autor realiza aqui também um antigo sonho seu: colocar a energia, a vida e a alegria da turma dentro da estrutura rígida de uma história policial clássica que exige rigoroso realismo e perfeito desdobramento lógico dos fatos, dando condições ao leitor de penetrar no mistério e na grande surpresa final. Este livro ganhou o mais importante prêmio já oferecido no Brasil destinado especificamente a obras infantojuvenis já publicadas: o Prêmio Mercedes-Benz de 1988. O tema é o assassinato de uma escritora que vai fazer uma palestra em classe e come uma maçã envenenada entregue por um dos alunos. Mas muitos alunos deram maçãs. Há que investigar a vida particular da escritora e a vida de cada aluno para saber quem tinha interesse no crime. A vida íntima da escritora se desvenda, personagens curiosos vão aparecendo, um guru que fundou uma seita fazendo uma salada de budismo e coisas da cabeça dele, numa réplica do sempre atual Tartufo, e por aí afora.
Sobre Joao
João Carlos Marinho Homem de Mello, mais conhecido como João Carlos Marinho, foi um escritor de literatura infantojuvenil, romancista, poeta e advogado brasileiro. João Carlos Marinho, ele nasceu na cidade do Rio de Janeiro, mas logo aos 5 anos mudou-se com a família para Santos (SP), onde cursou o primário no Ateneu Progresso Brasileiro. No Colégio Mackenzie, em São Paulo, cursou o ginásio como interno até os 13 anos, quando seu pai morreu. Ele passou a viver então com os avós, a mãe e a irmã, nessa cidade. Em 1952, mudou-se para a Suíça e faz o colegial na École Nouvelle de la Suisse Romande, em Lausanne, onde morou até abril de 1956, quando obtém o certificado de Maturité Fédérale Suisse. De volta ao Brasil, fixou residência em São Paulo e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em 1957. Bacharel, em 1961, iniciou sua carreira como advogado trabalhista em Guarulhos (SP), atuando inicialmente em sindicatos e depois com escritório próprio. A partir de 1965, dividiu o tempo dedicado ao escritório com o dedicado à literatura e, desde 1987, passa a viver exclusivamente como escritor.