Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
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O livro As bibliotecas e os sentidos da mediação cultural emerge, não só do interior de várias bibliotecas, mas, para além de suas paredes, a sua potência cultural, suas possibilidades de ampliar o devir estético dos sujeitos da experiência, bem como sua relevância social e cultural na sociedade na atualidade. A obra tende a desvelar a potência das bibliotecas ao se revelarem centros culturais à medida que a mediação avance, por meio de atividades artísticas e/ou culturais, a forma de atrair e de colocar o sujeito da experiência em processo de interação, seja com os objetos, com os espaços, seja com os pares; os objetos e/ou espaços propositores provocam encontros sensíveis com a arte e permitem avançar a contemplação e a fruição, quando os bibliotecários são mediadores da arte e da cultura que sensibiliza, que afeta e coloca o outro em processo de descobertas, de encontros, de construção de sentidos. Seu conteúdo, em uma linguagem narrativa acerca das experiências vividas em bibliotecas nacionais e internacionais, evidencia um movimento diferenciado nas e pelas bibliotecas que pode emergir a importância de um processo de mediação cultural acentrado[1], dinâmico e que agregue objetos e/ou espaços propositores, atividades artísticas e/ou culturais, e bibliotecários mediadores a fim de fazer conhecer os bens culturais da biblioteca, como também promover experiências estéticas que a potencializem culturalmente e ampliem sua função de repositório de livros. A experiência que uma biblioteca pode promover está, portanto, intimamente ligada à oferta, por exemplo, de encontros com a arte, mas depende também da abertura do visitante/sujeito da experiência a esse acontecimento. É preciso tempo para participar, estar disponível, ser receptivo, ser reflexivo, dialogar; bem como é preciso silenciar para perceber que os espaços da biblioteca são lugares de passagem, de chegada, de acontecimentos, de interação, de trocas, de afetos e de sentidos.
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