Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A prosa de Andreas Chamorro, contista veterano, desabrocha ao ganhar as páginas de uma narrativa de maior fôlego. Marcada pelo signo da madona contra o qual se rebelou quando ainda era criança, Maria sempre teve a convicção de que não seria mãe. No entanto, uma viagem com os colegas de trabalho e o breve envolvimento com um deles num areal qualquer de Ubatuba põem suas certezas em xeque. Ela – professora de filosofia, sisuda e racional – sabe muito bem qual decisão deveria tomar, mas as dúvidas se multiplicam junto às células em seu ventre; o ente vira embrião, depois feto. A perspectiva da maternidade não planejada nem desejada empurra a personagem para dentro de si mesma na busca por respostas junto ao seu ser-mulher e seu ser-filha. Transitando na vastidão entre sua liberdade de escolha e instintos ancestrais, Maria é uma protagonista complexa que instiga simpatia e aversão na mesma medida, um retrato fiel das dores humanas inevitáveis mesmo para quem tem nome de santa.
Andreas Chamorro nasceu em 1994. É escritor, editor e autodidata. Enquanto escritor, publicou as coletâneas de contos Divindades Solitárias (Editora Kotter, 2021) e A orgia perpétua ou o relatório de Pimenta (Editora Patuá, 2023). Tem textos publicados em antologias como a Zarpadas (Abarca Editorial, 2023) e em revistas digitais. Enquanto editor, trabalhou em mais de 15 títulos pela Editora Patuá. antes que o fruto caia (Aboio, 2024) é seu primeiro romance.
Outros livros de Andreas Chamorro
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
A literatura africana vive um momento extraordinário. De Chimamanda a Mia Couto, autores do continente estão entre os mais premiados e relevantes da atualidade.
Para escolas, universidades, autores e editoras