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Antes de dar nomes ao mundo é o quinto livro de poesia de Adriana Lisboa. São versos que contemplam a passagem do tempo, a transitoriedade da experiência e a ética das relações do humano com o não humano, temas presentes em anteriores trabalhos poéticos e ficcionais da escritora carioca. Segundo Edimilson de Almeida Pereira, em seu texto de orelha: “Num período histórico acossado pelo abandono e a violência, Antes de dar nomes ao mundo soa como um livro de sabedoria; recusa a eloquência e o dogmatismo para valorizar, com discrição, a relevância do sujeito autocrítico. Não por acaso, nas ‘Variações sobre um tema de Li Po’, a poeta nos lembra do risco inerente àquilo que existe, incluindo a linguagem e o conhecimento – ‘todo este meu discurso/ consignado ao chão’. Ciente de que ‘existir é um sinal de menos’ e é também júbilo pela floração do sentido, Adriana Lisboa prenuncia uma certa beleza a ser compreendida e, talvez, nomeada.”
Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro. Publicou os livros de poesia Parte da paisagem, Pequena música (menção honrosa no Prêmio Casa de las Américas), Deriva e O vivo; o ensaio Todo o tempo que existe; os romances Sinfonia em branco (Prêmio José Saramago), Um beijo de colombina, Rakushisha, Azul-corvo (um dos livros do ano do jornal inglês The Independent), Hanói e Todos os santos; os contos de Caligrafias e O sucesso. Também é autora de algumas obras para crianças, entre as quais Língua de trapos (Prêmio de Autor Revelação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). Seus livros foram traduzidos em mais de vinte países. Seus poemas e contos saíram em revistas como Modern Poetry in Translation e Granta. Traduziu a poesia de José Lezama Lima (com Mariana Ianelli) e Margaret Atwood, e a prosa de Marguerite Duras, Maurice Blanchot e Virginia Woolf, entre outros autores. Graduada em música (bacharelado em flauta transversa) pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), é mestre em literatura brasileira e doutora em literatura comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foi pesquisadora visitante no Centro Internacional de Estudos Japoneses (Nichibunken), em Kyoto, e escritora residente na Universidade da Califórnia em Berkeley.
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