Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Esta coleção de breves relatos, poemas e reflexões foi escrita durante o exílio de Atahualpa Yupanqui e foi publicada pela primeira vez no Uruguai, pela editorial Letras de Montevidéu. Na ocasião, no ano de 1943, o autor havia percorrido o país com conferências e apresentações. Nestas histórias, Yupanqui dá o tom das paisagens e dos habitantes nativos da pampa, da selva e da montanha. Das personagens da cultura popular o autor tece versos, contos, canções, coplas ao ritmo de baguala, carnavalito, zamba, etc. Nos acercamos de pessoas como a avó Mãe Yungay, semeadora que amornava a terra com o próprio olhar; como o velho Chorolke e seu silêncio; ou como os kollas salineiros de longas viagens pelos Andes. Aires índios faz parte do projeto de publicação da obra literária de Atahualpa Yupanqui, pouco conhecida no Brasil e agora traduzida por primeira vez ao português. A tradução, trabalho que requer pesquisa minuciosa e conhecimento das sutilezas do autor, é de Demétrio Xavier, cantor e apresentador do programa de rádio Cantos do Sul da Terra, que há mais de trinta anos se dedica à pesquisa e difusão da música popular de matriz crioula do Prata, com ênfase no legado yupanquiano. Os editores.
Atahualpa Yupanqui (1908 – 1992) foi um dos artistas mais importantes do folclore argentino e da música latino-americana do séc. XX. Reconhecido principalmente como violonista e compositor, cujas composições foram gravadas por inúmeros artistas, também atuou brilhantemente no cinema e na literatura. O seu primeiro livro publicado foi Piedra sola (1941), aos trinta e três anos de idade. Sua obra literária seguiu-se com Cerro Bayo (1946), Aires indios (1947), Tierra que anda (1948), Guitarra (1954), El canto del viento (1965), El payador perseguido (1965), El sacrificio de Tupac Amaru (1971), Del algarrobo al cerezo (1977), La palabra sagrada (1989) e por fim La capatazia (1992), no mesmo ano em que partiu para o silêncio.
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