Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
A Hora da Maré Vazante
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O identitarismo já não desfila com a mesma segurança de poucos anos atrás. Perdeu parte do encanto, começou a rachar em público e já não reina sem contestação nos meios que o celebraram com fervor. Mas seria tolice confundir desgaste com derrota. A linguagem identitária continua impregnando instituições, códigos de conduta, aparelhos culturais e mecanismos de intimidação. É desse ponto que parte Adeus, Identitarismo. Antonio Risério volta ao tema para examinar não apenas a ascensão de uma ideologia, mas também o rastro que ela deixou: o empobrecimento deliberado do debate, a transformação da divergência em culpa, a acusação utilizada como arma e o avanço de uma moral punitiva que se apresenta como justiça. Misturando análise, memória, polêmica e intervenção, o autor escreve sem reverência ao vocabulário da época. Seu alvo não é uma simples moda intelectual, mas um sistema de coerção simbólica que degradou a vida pública, aviltou o debate democrático e fez do medo um princípio de organização cultural.
Antonio Risério nasceu em Salvador, Bahia, em novembro de 1953. Poeta, antropólogo, romancista, tradutor e ensaísta, defendeu mestrado em sociologia, com especialização em antropologia. Fez política estudantil em 1968, vinculou-se à organização clandestina de esquerda Política Operária (Polop) e foi preso, aos 16 anos, durante a ditadura militar. Em seguida, mergulhou na contracultura, empenhando-se depois na luta pela redemocratização do Brasil. Integrou os núcleos de criação e estratégia das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (2002 e 2006) e de Dilma Rousseff (2010) à Presidência da República, rompendo posteriormente com o projeto lulopetista e passando a trabalhar com Eduardo Campos e o Partido Socialista Brasileiro, até 2014. Antonio é autor de mais de 20 livros, entre eles Sobre o relativismo pós-moderno e a fantasia fascista da esquerda identitária e A Crise da Política Identitária. Atualmente, mora na Ilha de Itaparica com sua esposa, a artista plástica e designer Sara Victoria, e seus animais de estimação.
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