Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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— O antropólogo, historiador, poeta, produtor cultural e polemista Antonio Risério fez política estudantil em 1968, viajou nas ondas da contracultura, ajudou a criar a televisão educativa, as fundações Gregório de Mattos e Ondazul e o hospital Sarah Kubitschek, na Bahia, além do projeto para implantação do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Autor de roteiros de cinema e TV, com várias músicas gravadas por astros da MPB e mais de 20 livros publicados – entre eles Carnaval Ijexá (1981), Caymmi: uma utopia de lugar (1993), Avant-garde na Bahia (1995) e A cidade no Brasil (2012) – agora Risério nos traz esse belíssimo e erudito estudo sobre a casa brasileira. Para o historiador Jorge Caldeira, que assina a apresentação da obra, aqui o autor baiano “cria muito mais que um ensaio, porque vai construindo, tijolo por tijolo, do Amazonas ao Rio Grande do Sul, do puteiro ao convento, do mato à favela, do cortiço ao palácio, dos milênios passados ao amanhã, a tessitura funda da vida brasileira – a vida em casa, a vida no que interessa”. Para Caetano Veloso, este livro é “uma exuberância de erudição e ousadias” (...) que “enriquece na mente de quem o lê a visão sobre o morar”.
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