Que texto muito bem construído e instigante este do prof. André Rocha, sobre a baixada fluminense, revelando-nos com profundidade a apropriação e construção do território por meio das representações negociadas pelos sujeitos hegemônicos, imbuídas de interesses concentradores e centralizadores, determinando um processo de controle historicamente reproduzido. Temática e problemática, então, também de alta relevância social, política, econômica e cultural, especialmente para as pessoas das classes trabalhadores, mais vulneráveis que podem, como sabemos, mobilizar-se em redes de cooperação e solidariedade, a fim de produzir um (des)envolvimento próprio, com autonomia decisória, justiça e mais equidade social. Eis aí uma contribuição fundamental, entre tantas outras, derivadas da pesquisa realizada pelo prof. André, numa perspectiva histórico-crítica que tende à subsidiar e orientar a emancipação social e a conquista de melhores condições de vidas. Assim, nada melhor do que convidarmos todas as pessoas interessadas no tema, para participar deste debate e, mais do que isto, para contribuir efetivamente para descolonizar a sociedade e a natureza, construindo um mundo melhor para todos e todas. Isto é possível e nós merecemos!
Marcos Aurelio Saquet Professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)