Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Seguido de Anti-Deleuze
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A moral da vontade de poder em Nietzsche – seguido de Anti-Deleuze explora os pressupostos teóricos que fundamentam o realismo naturalista de Nietzsche e o conduzem a uma ética imoral e elitista, baseada no valor vital primordial do poder e da dominação social. João Wilson investiga algumas das principais correntes interpretativas que reivindicam uma moral nietzscheana abstrata, formal e manipulada por uma ideologia liberal que o próprio Nietzsche sempre fez questão de eliminar. Mas Nietzsche faz isso em sentido metacrítico: a crítica da ideologia deixa um solo nu, exposto ao livre exercício do poder e das desigualdades naturais. Por isso, leituras existencialistas, mais ou menos individualistas, ou meras apologias do agonismo democrático, ficam necessariamente aquém do aristocratismo nietzscheano. O presente livro consiste em um exercício de desmistificação que procura tanto fazer jus à complexidade do pensamento de Nietzsche, quanto resgatar a urgência do próprio realismo para o engajamento (intelectual e prático) na luta de classes.
João Wilson é Doutor e Mestre em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), também possuindo Licenciatura na área. Dedica-se ao estudo crítico da filosofia contemporânea, especialmente Nietzsche, Hegel e Marx.
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