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"A grandiosa cobertura da maior luta de boxe do século Esta não foi simplesmente uma luta pela disputa do título mundial dos pesos-pesados. Esta foi “A” luta. A grande luta, a maior luta de boxe do século. Não foi simplesmente o enfrentamento entre duas lendas do esporte: George Foreman, o campeão, e Muhammad Ali, o desafiante, que havia perdido o título de campeão nos tribunais por ter se recusado a lutar na guerra do Vietnã. Era o ano de 1974. O mundo vivia uma grande polarização com a Guerra Fria e o auge da escalada militar no Vietnã. Muhammad Ali representava a América negra, Foreman representava a América branca, arrogante e belicosa. Seu calção trazia as cores da bandeira norte-americana. O que se viu entrou para a história. Um verdadeiro épico, narrado com maestria por Norman Mailer, um dos grandes escritores do século XX e expoente do new journalism. Uma luta cujo impacto foi muito maior do que o som abafado que deixou o mundo perplexo quando o gigante George Foreman despencou nocauteado na lona do grande estádio lotado."
"Norman Mailer nasceu em 1923 em New Jersey, cresceu no Brooklyn e ingressou na Universidade de Harvard com apenas dezesseis anos para estudar engenharia. Durante a Segunda Guerra Mundial serviu nas Filipinas, experiência que forneceu material para o seu elogiado romance de estréia, Os nus e os mortos, de 1948, que o tornou célebre aos 25 anos. Fundou a revista Village Voice em 1955 e foi editor da Dissent entre 1952 e 1963. Em 1967, foi preso por participar de manifestações contra a Guerra do Vietnã. Foi casado seis vezes, tem nove filhos e concorreu, sem sucesso, à prefeitura de Nova York. Um dos mais controversos jornalistas norte-americanos do século XX, Mailer, juntamente com Truman Capote e Tom Wolfe, inovou no gênero de não-ficção (o chamado New Journalism) e ficou conhecido no mundo inteiro por seu posicionamento crítico à política americana. Escreveu mais de quarenta livros, entre eles A luta (1975) e Os machões não dançam (1984), além de peças, roteiros, poemas e contos. Recebeu duas vezes o prêmio Pulitzer, primeiro por Os exércitos da noite (1968), sobre os movimentos contra a guerra do Vietnã – pelo qual também recebeu o National Book Award for Arts and Letters –, e em 1980, por A canção do carrasco (1979), sobre a execução de Garry Gilmore."
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