Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
Não é intuição, é ciência: o hábito de leitura correlaciona com melhor desempenho em matemática, ciências e redação. Veja o que a pesquisa comprova e o que a escola pode fazer.
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Chama a atenção para este livro uma perfeita comunicação entre imagens e poemas, com a alternância de signos trabalhada pela aproximação nos detalhes. O sentido pode estar sujeito a ventos aleatórios, que é como a ciência explica a natureza: tudo é acaso e não há qualquer objetivo traçado (enquanto a religião nos oferece uma lista de sentidos que, mesmo não sendo provados, não deixam de ser sentidos). Dentro de cada sentido, ou da ausência dele, também chamam a atenção os diálogos entre os poemas, isto é, as relações que ocorrem, por outro lado, pelo distanciamento desses detalhes. Como nas imagens, há nos poemas uma variedade de formas biológicas (plantas, cobras, aranhas, galinhas) que explicita o ambiente rural. A vida milenar na lavoura é onde se recebem todos os tipos de sol e chuva (com a passagem de diferentes nuvens), e onde o labor (o trabalho, o negar-se o ócio) é feito ao som de pássaros, insetos e outros bichos. Lá, todo dia o sol levanta, e é onde o espaço e o tempo são mais infinitos pela proximidade da natureza, e onde o cultivo (que leva ao culto e à cultura) já é feito há milhares de anos e vive também os seus momentos de expressar questões pela arte. Os agentes humanos vivem suas paixões e necessidades longe do centro da civilização, e parecem não dar importância à sucessão de fatos ocorridos que não envolvam a sua própria flora e a fauna (na qual se incluem), embora pertencendo a um mesmo ciclo de criação e destruição, ordem e desordem. Na cosmogonia de Tânia, tudo isso faz parte. Filipe Moreau
Tânia Carvalho Dias Ralston nasceu em 1990 em Poços de Caldas (MG) e cresceu em Terra Roxa (SP). É formada em cinema pela FAAP e tem pós-graduação em Formação de Escritores no Instituto Vera Cruz. Publicou os livros de contos O abaloar de ser ou a demasiada existência de mim (edição da autora, 2016) e Chegada ao inóspito eu — este na coletânea Naquela terra, daquela vez (Carapaça, 2017). Em poesia publicou Devastação (Quelônio, 2020) e Sobre as árvores solitárias e os gritos que ecoam nas erosões (7Letras, 2023).
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