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Filosofia

A Ilha Deserta

1ª Edição - 2010385 páginasIluminuraspt
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Sinopse

Edição preparada por: David Lapoujade Quando desaparece um filósofo como Gilles Deleuze, é inevitável que seus admiradores saiam à cata de possíveis “inéditos”. Não haveria em suas gavetas um livro inacabado sobre Marx, ou sobre Plotino? E textos menores? Ou mesmo as cartas, não revelariam confidências picantes sobre sua relação com Lacan, ou mesmo com Guattari, com quem dividiu boa parte de sua produção teórica?     A decepção foi inevitável: tudo o que Deleuze quis publicar foi publicado em vida. As instruções testamentárias eram categóricas: não haveria póstumos. Nenhum “segredo” seria revelado, pois não havia segredos – estava tudo ali, na superfície dos textos publicados (“o mais profundo é a pele”).    Havia sim, além dos trinta livros escritos ao longo de quarenta anos, vários textos esparsos, porém já publicados: uma resenha aqui, uma entrevista acolá, um prefácio circunstancial – tudo difícil de encontrar, senão impossível. Era hora de juntar tudo isso.    David Lapoujade foi incumbido de reunir e organizar esse material, e o fez com cuidado e discrição. Assim, neste volume vemos as marcas de vinte anos da febril atividade filosófica de Deleuze. O leitor encontrará aqui artigos luminosos sobre Bergson, Kant, Nietzsche, Hume.    Mas verá também os traços de um confronto, nem que seja cômico, com os movimentos do pós-guerra francês, seja com o estruturalismo, o marxismo, a fenomelogia, a psicanálise.    Por fim, terá ainda um testemunho vivo do que foi Maio de 68 para Deleuze, bem como seu encontro com Félix Guattari, com a explosão de uma temática política e subjetiva, inteiramente antenada com a reviravolta vinda da rua.    Nessa sequência heterogênea, pequenas pérolas, como a comovente homenagem a Sartre (“Ele foi meu mestre”), uma conversa ensandecida sobre pintura (“Faces e Superfícies”), ou o enigmático texto que dá título ao volume, preparado para uma revista de turismo (!) – único realmente inédito.    Há duas maneiras de desconhecer um grande autor, diz Deleuze – e isso se aplica inteiramente aos textos dessa coletânea. Ora ignorando o caráter sistemático de sua obra, sua lógica profunda (que aqui aparece claramente na gênese ou na recorrência de um conceito como “diferença”), ora ignorando “sua potência e seu gênio cômicos, de onde a obra retira geralmente o máximo de sua eficácia anticonformista”.    Com Deleuze, como o mostra o ziguezagueante livro que o leitor tem em mãos, aprende-se que o pensamento é, paradoxalmente, inseparável de sobriedade e de gargalhadas. Mas também, que a solidão do filósofo, sempre povoada, como diz ele, é indissociável da agitação de seu tempo, cuja vitalidade lhe cabe captar e restituir. Peter Pál Pelbart

Sobre Gilles

Gilles Deleuze foi um filósofo francês. A obra filosófica de Deleuze é considerada uma das principais representantes da filosofia continental e do pós-estruturalismo, de modo que ocupa um lugar

Detalhes do livro

Título
A Ilha Deserta
Autor
Gilles Deleuze
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
385 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573212488
Edição
1ª Edição - 2010
Formato
Brochura

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