Pular para o conteúdo
Filosofia

A FarmáCia de Platão

1ª Edição - 2020128 páginasIluminuraspt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

“... A maior precaução será não escrever, mas aprender de cor, pois é impossível que os escritos não acabem por cair no domínio público. Por isso, para a posteridade, eu mesmo não escrevi sobre tais questões. Não há obra de Platão e jamais haverá uma. O que atualmente designa-se sob esse nome é de Sócrates, no tempo de sua bela juventude. Adeus e obedece-me. Tão logo tenhas lido e relido esta carta, queima-a.”   Platão, carta II, 314 c.   Esta é uma das obras mais consagradas de Jacques Derrida. Tomando como ponto de partida o diálogo do  Fedro , de Platão, Derrida nos apresenta aquela que considera sua questão central: escrever é decente ou indecente? Trata-se, á primeira vista, de uma genealogia da escritura, no mito de Theuth, é apresentada como  phármakon , uma medicina, um remédio. Ora, como nos faz notar o autor,  phármakon  é um termo ambíguo, de duplo sentido, podendo significar remédio ou veneno, podendo ser benéfico ou maléfico. Mas como lidar com esta duplicidade de sentido, como ler nas camadas do texto platônico isto que não para de oscilar de um lado a outro? A escritura, ou o  phármakon , apesar de ter sido apresentada como um remédio para a memória e a instrução, se revela, no entanto, nociva. Mas por quê? Ora, o que se parece ser de efeito maléfico na escritura é que ela pode e quer se colocar no lugar da fala, lugar que é, também, aquele do pai que fala, do responsável. Não será surpresa então, se a escritura for acusada de órfã, bastarda, semimorta e até mesmo de parricida... Mas esses são apenas alguns dos elementos da química utilizada por Derrida para fazer funcionar sua  Farmácia . O jogo filosófico deve começar, então, quando o  phármakon  da escritura for articulado com a própria possibilidade da filosofia, possibilidade que é em si mesma ambígua, furtiva, sem fundo.

Sobre Jacques

Derrida nasceu em 15 de julho de 1930, na cidade argelina de El Biar, onde viveu até 1949. Seus pais, Georgette Safar e Aimé Derrida, que se casaram em 1923, deram à luz cinco filhos, dos quais Jacques era o terceiro.[1][2] De origem judaica, mas secular, Derrida nasceu e cresceu na Argélia. Sofreu, durante a época da Segunda Guerra com as consequências das políticas antissemitas. Entretanto, a descoberta dos livros de Jean-Jacques Rousseau, Friedrich Nietzsche, André Gide e Albert Camus, durante a adolescência, contribuíram para sua vocação literária e filosófica.[3] Derrida iniciaria o seu curso superior em 1952 (na École Normale Supérieure),[4] época em que descobriu as obras de Edmund Husserl, Soren Kierkegaard e Heidegger. Entre os professores da École, figuravam Michel Foucault e Louis Althusser. Derrida trabalhou como professor auxiliar na Universidade Harvard. Casou-se em junho de 1957 com Marguerite Aucouturier, e prestou serviço militar a seguir.[5] Tornou-se professor em 1959, na escola secundária de Le Mans, proferindo também algumas conferências.[6] Completou na Bélgica sua formação com a agrégation (exame francês que permite ao diplomado tornar-se funcionário permanente do ensino público). De 1960 a 1964 ele deu aulas na Sorbonne;[6] no ano de 1964 obteve o prémio Jean-Cavaillè (um prêmio para produção em Epistemologia), por sua tradução de A origem da geometria, de Edmund Husserl. Em 1965 foi chamado para dar aulas na École Normale Supérieure, ocupando o cargo de diretor de pesquisas, junto com Louis Althusser. Seria professor naquela escola até 1984. Sua participação num colóquio na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore e no ano de 1966, marca o início de uma série de viagens para os Estados Unidos.[7] Fundou a associação Jan Hus em 1981, destinada a auxiliar intelectuais dissidentes e universidades da Tchecoslováquia. Chegou a ser preso no Aeroporto de Praga, após um seminário clandestino sobre Descartes, e foi libertado graças à intervenção da mídia e do governo francês.[8]

Detalhes do livro

Título
A FarmáCia de Platão
Autor
Jacques Derrida
Editora
Iluminuras
Ano
2026
Páginas
128 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788573212228
Edição
1ª Edição - 2020
Formato
Brochura

Coleção

Outros livros da mesma coleção

Mais de Jacques

Outros livros de Jacques Derrida

Filosofia

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras