Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
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Imagine uma cidade entorpecida pela violência, sujeita a temperaturas infernais e acossada pela expansão urbana desenfreada, que gerou na metrópole verdadeiros tumores, consumindo os recursos e expelindo todo o miasma nojento que o abandono, o crime e a ganância podem produzir. A cidade pulsa. Em cada canto, pessoas vivendo, andando, correndo e morrendo. Seus habitantes sobrevivem entorpecidos pelo ritmo frenético. Esse é o tecido que forma a realidade, e a maioria acredita nisso sem duvidar. Inocentes das verdades terríveis existentes na outra face desse lugar. Não sabem dos outros, nas sombras, aguardando a hora de triunfarem. Um lugar sombrio e você, leitor, convidado a participar desta aventura. Seja bem-vindo para conhecê-la, pois esses podem ser os seus vizinhos na Cidade dos Horrores.
CÉLIO MARQUES nasceu em 12 de maio de 1972 na cidade de Manaus, capital do Amazonas. Seu interesse pela ficção científica, o horror, o terror e a fantasia iniciam na leitura (mais vistas que lidas) secreta das revistas que seu irmão Sérgio Henrique comprava, sob os protestos da avó Filismina. Spektro, Cripta, Arrepio, Neuros. Depois, nas sessões de domingo e em todas as repetidas aventuras de Simbad, Indiana Jones, Tubarões e Piranhas. Uma mistura única de centauros, genética, armas biológicas, górgonas, mantícoras, Kali de muitos braços, pirâmides, templos, magos e feiticeiros. Jonny Quest. Magia e ciência. Jedi. A frota estelar. Planetas distantes, florestas perdidas. As aventuras de Santos e sua máscara. Monstros borbulhantes, vilões impossíveis. O sítio do pica-pau amarelo e o Minotauro, com seu andar estoico e levemente canibal. As novelas de onde saíam formigas do nariz de um homem e uma mulher explodia de tanto comer, lobisomens poetas. Depois livros e mais livros, revistas, catecismos deliciosos. Filmes, teatro, as lendas urbanas que começavam a suplantar a floresta e os rios. Tudo serviu para que formatasse em um ciclo de histórias esse universo urbano, caótico e multifacetado e, por vezes, bucólico e rural da cidade onde nasceu e que ama. O escritor é funcionário público e pertence aos quadros da Polícia Civil do Amazonas, exercendo o cargo de investigador. Foi professor da rede pública estadual e municipal nas disciplinas de matemática e ciências biológicas. Ganhou um concurso de contos na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru. Participou das antologias Love: contos hot, com a organização de Thaisa Lima; O misterioso caso da Royal Street, com a organização de Marcelo Felix; Abyssal: terror nas profundezas, com a organização de J. C. Gray, e A era dos mitos, com organização de Rômulo Baron, todas realizadas pela Lura Editorial.
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