Sobre João
João Paulo Gugliotti é doutor em Sociologia. Pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo. Visiting scholar do Departamento de Medicina Social e Saúde Global do King's College London. Seu trabalho cruza a história da epidemia de HIV/AIDS no Brasil, Estados Unidos e Inglaterra, com ênfase em diferenças de gênero, sexualidade, raça/etnia e idade. Realizou parte de seu doutorado como History of science fellow na Harvard University, com base na pesquisa (Bio) markers of aging in gerontology knowledge: between the global response to the HIV/AIDS epidemic and the repathologisation of homosexuality (BEPE/FAPESP, 2019/10677-4), coordenada pelo Dr. Richard Miskolci e pela Dra. Sarah S. Richardson. Foi bolsista de ensino no Global Studies and Languages (GSL, Massachusetts Institute of Technology, MIT) entre 2019-2020. Em 2016 foi Lesley Kirkley Fellow no Oxford Institute of Population Ageing (OIPA, University of Oxford), sob a supervisão do Dr. George Leeson. Editou, em colaboração com a Dra. Vivian Melhado, os livros Gerontologia: perspectivas teórico-analíticas (2021) e Gerontologia: perspectivas teórico-práticas (2022), publicados pela Editora Alínea (Campinas, SP). Durante seu doutorado, Gugliotti investigou os arquivos sobre HIV/AIDS na biblioteca Arthur e Elizabeth Schlesinger, com foco nas coleções de Florence Rush e Linda J. Laubenstein. Desde 2020 estuda a formação do grupo Mães de Pacientes com AIDS em Nova York, constituído em 1986 por ativistas, feministas e pessoas ligadas a grupos/movimentos civis organizados. Explorando o arquivo de Florence Rush como fonte documental primária, Gugliotti está escrevendo seu segundo livro, que conta a história do ativismo das mães, os dilemas que cercaram o cuidado, o envelhecimento e a gestão do status de HIV, bem como a intrincada relação entre os movimentos de saúde, o Estado e o estigma durante a crise de saúde da AIDS nas décadas de 1980 e 1990. Atualmente, com bolsa FAPESP (2021/07737-5), desenvolve a pesquisa intitulada Causa-mortis: a linguagem da patologia em obituários da AIDS (1982-2000), sob a supervisão da Dra. Lilia Blima Schraiber, em que analisa comparativamente o impacto das classificações post-mortem de obituários publicados pela imprensa comunitária durante as décadas de 1980 e 1990 no Brasil e nos Estados Unidos.