Autor
François de Montcorbier (ou des Loges) nasceu em Paris, em 1431. Órfão de pai, foi confiado pela mãe aos cuidados do cônego Guillaume de Villon, de quem adotaria o sobrenome. Contemporânea de grandes acontecimentos históricos (a morte de Joana d’Arc, a invenção da imprensa por Gutenberg, a Guerra dos Cem Anos ou a tomada de Constantinopla pelos turcos), sua biografia é parca de datas. Entre 1443 e 1452, frequentou a faculdade de Letras da Universidade de Paris, onde obteve os títulos de bacharel, licenciado e mestre — e onde, presumivelmente, começou a escrever poemas. A par dos estudos, entregou-se a fundo à vida boêmia e mesmo marginal: participou de distúrbios estudantis em 1452; matou um padre durante uma rixa de rua em 1455; participou de um furto vultoso em 1456; foi preso pelo menos duas vezes, e em outras duas ocasiões teve que se exilar de Paris. Condenado à morte em 1462, obteve em 1463 que a pena fosse comutada em banimento da capital — última ocasião em que se tem notícia de Villon. Suas duas grandes obras, O legado e O testamento, teriam sido compostas em 1456 e 1461, mas a primeira edição de seus poemas só se deu em 1489.
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