Livros essenciais sobre racismo e antirracismo para entender o Brasil
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Um Sonhador nos Quadrinhos
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Com mais de 50 anos de carreira, personagens marcantes como o detetive Spirit, e ideias que revolucionaram a forma de contar histórias em quadrinhos, Will Eisner foi um pioneiro que alçou as HQs ao status de “nona arte”. Não é à toa que a principal premiação internacional para esse tipo de publicação leve seu nome, o Eisner Award. A biografia Will Eisner: um sonhador nos quadrinhos, escrita por Michael Schumacher, traça a longa trajetória de vida, arte e trabalho desse cartunista que fez das ruas de sua Nova York um rebuscado mundo de paixões, frustrações, alegrias, medos e experiências. Will Eisner: um sonhador nos quadrinhos também trata de um dos períodos menos conhecidos da carreira do artista, os vinte anos que desenhou e editou manuais educativos para o Exército. Isso se deu com o fim das histórias do Spirit, em 1952. Eisner ainda acreditava no potencial artístico e educativo das HQs, mas setores conservadores da sociedade americana colocavam na conta dos quadrinhos uma má influência sobre a juventude e criaram uma rígida censura contra ela em nome da “moral e dos bons costumes”. Eisner aprendeu muito sobre a própria arte e foi maturando dentro de si uma segunda revolução que faria nos anos 1970. Em 1978, após dois anos de trabalho intenso e silencioso (todos achavam que tinha se aposentado), publicou Um contrato com Deus e cunhou o termo “graphic novel” (novela gráfica), um conceito novo de história em quadrinhos para adultos que seria adotado por todas as gerações futuras. Como disse Stan Lee, presidente emérito da Marvel Comics e admirador de Eisner, “não somente um artista e um desenhista fantástico, mas também um contador de histórias brilhante, Will Eisner ajudou a transformar a imagem do outrora modesto livro em quadrinhos no atualmente tão respeitado meio da arte sequencial”.
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