Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Ídolo da torcida, zagueiro incorporou o espírito aguerrido do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense. Argentino com cidadania alemã, Walter Kannemann é o jogador estrangeiro mais vitorioso do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense. Nos 121 anos de existência do clube, nenhum atleta de outra nacionalidade ergueu mais taças do que ele. São 15 títulos em oito anos, quase duas voltas olímpicas a cada 12 meses. Seria legítimo que se queixasse de dores nos braços de tanto levantar troféus, mas dor é uma palavra que não consta no seu vocabulário. Nos gramados da Arena e fora dela, poucos codificaram, assumiram como característica e aplicaram o DNA tricolor, em tão pouco tempo e com tanto vigor, como esse gringo. As idas e vindas da negociação para contratá-lo, com ares de novela e suspense de folhetim, valeram cada capítulo. Batido o martelo, Kannemann chegou e logo caiu nas graças da torcida, com seu futebol de raça, coragem e imposição física, virtudes que motivaram sua contratação junto ao Atlas, do México. No Grêmio, o zagueiro revelado nas categorias de base do argentino San Lorenzo fez história desde sua chegada, em julho de 2016. “Existe uma diferença entre necessitar e querer. Aqui no Grêmio a gente quer ganhar um título e isso é diferente de necessitar de um título”, afirmou nos primeiros dias de treinamento, mostrando que não estava a passeio no pampa gaúcho. O livro idealizado pela MELHORPUBLI e escrito pelo jornalista Eduardo Rodrigues, em parceria com o historiador Daison Sant’Anna, narra a trajetória do jogador no Grêmio, de 2016 até setembro de 2024, quando a edição foi fechada e enviada para gráfica. Apesar de seu contrato com o clube expirar no final de 2025, seus feitos até aqui são dignos de registro e divulgação, estão fixados na memória afetiva dos torcedores; sua imagem reluz na galeria dos atletas que honraram esse manto sagrado, pintado de azul, preto e branco. Aos 33 anos, Kannemann não se entrega. Mesmo prejudicado por problemas físicos, segue exibindo o estilo de jogo que o trouxe para formar, ao lado de Geromel, uma das melhores duplas de zaga do clube em todos os tempos. Este anunciou a aposentadoria dos gramados ao final do Campeonato Brasileiro em curso. O argentino pretende jogar por mais um ou dois anos ainda. Com Geromel, viveu seus melhores anos como defensor. Enquanto o brasileiro afina, o argentino sai no encalce dos atacantes para mostrar suas credenciais. Seu ethos é de outra freguesia. O juiz dá início à partida e, lá está ele, franzindo a testa e escondendo caninos e pré-molares, diante de adversários assombrados com sua presença. O vigor, a garra e a valentia que o movem durante as partidas não encontram paralelos em atletas históricos do presente e do passado gremista. Em menos de uma década, Kannemann foi heroico e fundamental. Se as façanhas do clube acrescentaram-lhe o adjetivo “imortal”, o desempenho desse jogador apôs ao final de seu nome o epíteto “eterno”.
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
Educação financeira deveria ser matéria escolar. Como não é, estes livros fazem o trabalho, do básico ao avançado, do orçamento doméstico ao mercado global.
A filosofia parece intimidadora, mas suas perguntas são as mais humanas que existem. Uma seleção de livros que tornam o pensamento filosófico acessível, relevante e fascinante.
Para escolas, universidades, autores e editoras