Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Vocês já viram gente diferente? Gente que não parece com ninguém? Vivinha, a baleiazinha era única. Não era cinza, nem branca, nem preta e branca. Era uma baleia estampada, “cheia de bolinhas, listrinhas, florezinhas...”. Por causa disso, nunca queria sair para brincar com as outras baleiazinhas. Vivia sozinha, triste, coitadinha. O que ela não sabia é que o Polvo Valdemar estava preparando um filme sobre o fundo do mar. E para o papel principal ele queria alguém que chamasse a atenção, que não fosse um tipo comum, entendem? Uma das histórias mais delicadas da Ruth Rocha, Vivinha, a baleiazinha é, muito sutilmente, um libelo antibullying, um grito silencioso de afirmação das diferenças.
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