Os melhores livros sobre feminismo para todos os níveis de leitura
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Vim, vi e regi é autobiografia do maestro, compositor e arranjador Júlio Medaglia. O livro oferece ao público uma imersão nas várias facetas de uma das personalidades mais criativas e influentes da música brasileira. Uma vida tão rica e intensamente vivida guarda facetas menos conhecidas do grande público, e é esse o ponto-chave desta autobiografia, escrita com uma sinceridade raramente vista no gênero. Ignácio de Loyola Brandão, que assina a quarta capa, destaca a habilidade literária de Medaglia, ressaltando que sua autobiografia flui como uma sinfonia bem conduzida. “Aqui o leitor saberá como o homem que sonhou ser goleiro do Palmeiras acabou como um dos maiores maestros no popular e nos clássicos”, escreve Loyola Brandão. A obra conta ainda com prefácio do sociólogo e escritor José Pastore. E um caderno de fotos com 72 imagens que mostram a jornada de Medaglia desde a infância até os dias atuais. Em mais de seis décadas de carreira, Medaglia consolidou-se como um nome essencial na música erudita e popular, deixando sua marca tanto na regência de orquestras em vários países quanto em programas de rádio e TV, como o Fantástico da TV Globo. Também é célebre a sua fundamental participação no Tropicalismo: é dele o arranjo da canção “Tropicália”, de Caetano Veloso, que abalou as estruturas musicais no final dos anos 1960. Com um estilo de escrita sincero e bem-humorado, Medaglia revisita sua trajetória desde as aulas com mestres como Pierre Boulez, Karlheinz Stockhausen e John Barbirolli, passando pelas muitas ideias mirabolantes que pôs em prática – como a montagem da ópera Aida em campos de futebol por várias cidades brasileiras. Revela ainda a luta constante na divulgação da música erudita a todas as camadas da população, as dificuldades que enfrentou na condução de orquestras sinfônicas mantidas pelo poder público, o afinco com que levou nomes de compositores brasileiros para serem executados no exterior. Com seu estilo único, Vim, vi e regi convida a descobrir as múltiplas camadas de um dos maiores maestros brasileiros e sua inesgotável paixão pela arte.
Júlio Medaglia nasceu em São Paulo em 1938. Com uma bolsa do governo alemão formou-se na Meister Klasse em Regência Sinfônica pela Escola Superior de Música da Universidade de Freiburg, aperfeiçoando-se depois com Sir John Barbirolli. Além de sua atividade como maestro no Brasil e no exterior, foi também autor de mais de uma centena de trilhas sonoras para teatro, cinema e TV, tendo recebido vários prêmios. Ao lado de Gil e Caetano, foi um dos fundadores do Movimento Tropicalista, sendo, inclusive, o autor do arranjo original da música “Tropicália”. Ensaísta, tradutor e autor, é membro da União Brasileira dos Escritores. Foi diretor da Rádio Roquete Pinto do Rio, supervisor musical e artístico da Rede Globo, diretor da Universidade Livre de Música e do Festival de Campos do Jordão, regente titular das sinfônicas do Teatro Municipal de São Paulo e do Teatro Nacional de Brasília e diretor artístico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Para o Teatro Amazonas criou, com músicos de vários países do mundo, a Amazonas Filarmônica.
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