Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Fiel à história narrada em Vidas secas , do escritor alagoano Graciliano Ramos, este Vidas secas em cordel , adaptação de Josué Limeira, ilustrado por Vladimir Barros, também se passa no sertão nordestino, na seca, na miséria vivida por Fabiano, Sinhá Vitória, o filho mais velho, o filho mais novo e a cadela Baleia, em suas andanças em busca de sobrevivência. Mesma história, outro gênero: agora, o cordel, manifestação da cultura popular brasileira que se originou no Nordeste, assim como Fabiano e sua família. Mesma paisagem, outra linguagem. Nas fortes e intensas ilustrações de Vladimir Barros, inspiradas no movimento armorial, fundado pelo dramaturgo e escritor paraibano Ariano Suassuna, o sertão também está presente com sua beleza triste e, muitas vezes, cheia de poesia. Transposta para o gênero cordel, a narrativa em versos metrificados e rimados, marcados pela cadência, presenteia ao leitor de qualquer idade a força da oralidade, de sabor bem brasileiro. Ampliando as possibilidades de leitura e fruição de um clássico da nossa literatura, este livro vem se juntar, no catálogo da Yellowfante, a O Pequeno Príncipe em cordel e A Revolução dos bichos em cordel , dos mesmos autores.
Josué Limeira da Silva Júnior nasceu em Recife em 1965. É escritor, poeta e cordelista, formado em Gestão de TI pela Universidade Paulista (UNIP) e funcionário público, na função de analista de suporte em TI. Foi indicado ao Prêmio Orgulho de Pernambuco na categoria “Literatura” e foi finalista do Prêmio Jabuti, em 2016, com o livro O pequeno príncipe em cordel.
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