Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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A concepção e criação de instituições é feita com frequência por apenas algumas poucas pessoas—e são atores de seu desenvolvimento e construção efetiva todos os que dela participam. Quando se conta a história das instituições, entretanto, é comum reduzir-se à história que consta de atas e a um número restrito de atores. Este livro rompe esse viés de observação. Ele mostra o mesmo processo—a criação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto—de inúmeras perspectivas, correspondente a seus diversos atores. O Campus da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto—em uma antiga fazenda de café, cheia de história, excepcionalmente bonito—foi criado em 1952 dentro dos moldes de instituições americanas, em que os atores vivem e convivem no local da instituição. Como era esse convívio de docentes e funcionários—com suas famílias—“distante” da cidade nas décadas de 1950 a 1980? Como a estrutura fortemente hierárquica da Universidade se refletiu na vida social dos moradores? Como a ditadura militar impactou as relações entre os membros dessa comunidade? Costurando um texto de história do campus a um texto construído a partir de entrevistas com funcionários e funcionárias, docentes, seus filhos, esposas, maridos e diversos outros atores, o livro permite ver, além das atas e documentos oficiais, um passado que, se não fosse registrado, desapareceria no esquecimento do tempo. E iluminar um pouco o presente e o futuro com o que esse passado tem de importante e de difícil. A concepção e criação de instituições é feita com frequência por apenas algumas poucas pessoas—e são atores de seu desenvolvimento e construção efetiva todos os que dela participam. Quando se conta a história das instituições, entretanto, é comum reduzir-se à história que consta de atas e a um número restrito de atores. Este livro rompe esse viés de observação. Ele mostra o mesmo processo—a criação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto—de inúmeras perspectivas, correspondente a seus diversos atores. O Campus da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto—em uma antiga fazenda de café, cheia de história, excepcionalmente bonito—foi criado em 1952 dentro dos moldes de instituições americanas, em que os atores vivem e convivem no local da instituição. Como era esse convívio de docentes e funcionários—com suas famílias—“distante” da cidade nas décadas de 1950 a 1980? Como a estrutura fortemente hierárquica da Universidade se refletiu na vida social dos moradores? Como a ditadura militar impactou as relações entre os membros dessa comunidade? Costurando um texto de história do campus a um texto construído a partir de entrevistas com funcionários e funcionárias, docentes, seus filhos, esposas, maridos e diversos outros atores, o livro permite ver, além das atas e documentos oficiais, um passado que, se não fosse registrado, desapareceria no esquecimento do tempo. E iluminar um pouco o presente e o futuro com o que esse passado tem de importante e de difícil.
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