Mangás e graphic novels: por onde começar e por que ler
Quadrinhos não são "coisa de criança". Mangás e graphic novels estão entre as formas narrativas mais inovadoras do século. Um guia para quem quer entrar nesse universo.
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A partir de uma aula com Borges nasceu este livro de contos. Depois vieram um diálogo com Walser e uma apresentação inédita de Rubinstein. No conto Calvino, Amarildo conversa com uma cor num museu. Em Marías, Raul revela as pistas do que pode ter sido um crime brutal. Em Berlin, Charline quer roubar um osso num convento. Em todos os contos, personagens sentem a impotência em relação à violência, entram em ação, se desiludem, tentam resistir. Em Guimarães, uma anciã nos guia por uma roda de fogueira. Com Cage, o livro termina num conto-posfácio no metaverso. Como disse Jean Cocteau, “O poder mágico das palavras agrupadas faz com que eu possa conversar com um escritor de qualquer época.” Em tempos de confinamento e ódio disseminado nas redes sociais, me voltei pros livros e mergulhei no universo de outros autores; transitei por vozes narrativas, estilos, formatos; caminhei por Montevidéu, Turim, Chicago, Nova Iorque e pelas ruas vazias do Rio de Janeiro; conheci obras de arte e criei realidade aumentada; persegui e fui perseguido; abracei, agredi, sonhei, me despedi; e aprendi que contar histórias é vivê-las. As autoras e autores que inspiraram os contos são: Jorge Luis Borges, Robert Walser, Arthur Rubinstein, Eduardo Galeano, Javier Marías, Lygia Fagundes Telles, Ítalo Calvino, Lucia Berlin, Geovani Martins, Sérgio Sant'Anna, Ruth Guimarães e John Cage
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