Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Ao recordar uma viagem a Paris com a mulher amada, um homem reflete sobre o difícil ato de entrega que faz dos amantes prisioneiros um do outro. Nesta bela prosa de introspecção, o leitor acompanha os momentos de paixão que o narrador viveu na “cidade-luz”, cenário perfeitamente integrado às suas recordações melancólicas. Com a separação, o que sobra é apenas a idealização daquela mulher, responsável por um sentimento que o narrador descreve como uma “febre que dura já não sei quanto tempo”.
M. A. Amaral Rezende é escritor, estudioso de Pintura, fotógrafo e consultor de Branding. Discípulo dos poetas do grupo Noigandres, no Brasil, e de Maurice Roche, na França. Em suas obras, concentrou-se em encontrar uma resposta estética à questão “o que é o desejo de um homem por uma mulher?” Esta busca o levou aos mistérios da relação entre o amor e o desprezo – a coluna central de Mulheres de Passagem, histórias de amor e morte. Sempre com o prazer de uma escrita sádica e rigorosa, lição de Thomas Mann, via Haroldo de Campos: “Meisterludi, rigor!”, 1967.
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